27 Maio, 2024

25 de Abril de 1974 – Uma revolução sem sangue?

A 25 de Abril de 1974 deu-se em Portugal um golpe de Estado. Não foi uma revolução como erradamente se ensina nas escolas e se propagandeia na comunicação social. Porque dizem os manuais de ciência política nos seus mais elementares ensinamentos que para haver revolução tem de haver doutrina e revolta popular. Os únicos que tinham doutrina eram os comunistas, com o PCP e não foi este o protagonista do golpe, se bem que foi o que mais se aproveitou dele. E não houve nenhuma revolta popular.

O que aconteceu foi que um grupo de capitães decidiu sair à rua descontente e em protesto contra a promulgação dos últimos decretos relacionados com a inclusão na escala das antiguidades. Ou seja, duma simples reivindicação de algumas dezenas de capitães em matéria de promoções, o país escorregou tão rapidamente para a entrega do Ultramar ao imperialismo soviético, para a destruição da economia portuguesa e para um estilo de vida contrário aos sentimentos e convicções do povo português. Sugiro a leitura do livro “Portugal sem rumo” de António de Spínola, pag 89 ss, onde explica as reuniões e as reivindicações dos capitães junto de si nas vésperas do golpe de estado.

No fundo, os militares de abril cobriram-se de glória sem terem lutado contra nada nem contra ninguém. Houve portugueses que fizeram deliberadamente tudo o que puderam para impulsionar a agressão anti-portuguesa em África, para que Portugal e as forças armadas fossem derrotadas, para a eclosão e sucesso do golpe de estado de 25 de Abril, e para a efectivação da descolonização. Uns motivados pela ansiedade obstinada de derrubarem o regime de Salazar e Caetano, situando as ideologias e as conveniências política acima do interesse nacional. E outros, em obediência fanática e oportunista ao imperialismo comunista colocaram esses interesses acima da integridade de Portugal. Crime premeditado de alta-traição.

Foi o erro e o crime que atingiram o seu cúmulo de gravidade com o conceito, a preparação e a execução da vergonhosa descolonização. Resultou em centenas de milhares de mortos e onde se feriu, extensa e profundamente, a essência da Pátria. Sobretudo na amputação territorial de mais dois milhões de Km2, e humana em perto de doze milhões de africanos portugueses e na destruição da textura multirracial única no mundo.

Tudo na ignorância das populações de quaisquer dos territórios que não foram ouvidas nem consultadas, e tudo por decisões dogmáticas tomadas por meia dúzia de pessoas. São estes os responsáveis pelo maior desastre nacional de todos os tempos, que serão julgados pela História e por Deus.

De todos os desalojados, que foram perto de um milhão, de todas as carnificinas que se seguiram a seguir ao 25 de Abril, visto os militares terem deposto as suas armas, recusando-se a defender as populações brancas, ainda ficaram Angola e Moçambique em guerra civil durante décadas.

Revolução sem sangue? Querem mais sangue do que isto?

“E de momento, resta um pequeno território europeu, onde os portugueses não se entendem, se odeiam, se hostilizam e se combatem e onde o drama crucial da sobrevivência de cada um predomina. Onde a condição portuguesa é minimizada perante a do estrangeiro. Onde o socialismo, na sua utopia, não consegue governar com um mínimo de eficiência.” Kaúlza de Arriaga

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