Preço de leite ao consumidor sobe dois cêntimos entre janeiro e março e desce no produtor

O preço do leite subiu dois cêntimos para os consumidores entre janeiro e março, atingindo os 0,86 euros por litro, mas o valor pago ao produtor recuou ligeiramente neste período.

© D.R.

De acordo com dados do Observatório de Preços, entre 01 de janeiro e 25 de março, o preço de um litro de leite UHT meio gordo passou de 0,84 euros para 0,86 euros.

O pico foi atingido no final de fevereiro, quando um litro de leite passou a custar 0,87 euros.

No caso do leite, o acréscimo que os consumidores passaram a pagar não se refletiu no preço pago aos produtores.

O Observatório de Preços só apresenta o valor pago pelo leite aos produtores do continente entre 01 e 29 de janeiro, período em que se manteve estável nos 0,47 euros.

Contudo, os dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) revelam que o leite adquirido a produtores individuais teve o seu preço fixado em 0,457 euros por quilograma (kg) em abril, abaixo dos 0,460 euros por kg de janeiro.

Nos Açores, o leite comprado a produtores individuais (com tanque na refrigeração na exploração e transporte a cargo da fábrica) caiu, entre janeiro e abril, de 0,406 euros por kg para 0,397 euros por kg.

Ainda nos Açores, o leite comprado a produtores individuais, que entregam em postos de receção da fábrica, com o transporte a cargo do produtor, passou de 0,387 euros por kg em janeiro para 0,379 euros em abril.

Nos primeiros quatro meses do ano, o preço do leite biológico à produção caiu de 0,563 euros por kg para 0,550 euros.

Segundo dados da União Europeia, o preço médio do leite cru (sem tratamento) de vaca pago aos produtores situou-se, em maio, nos 46,22 euros por 100 kg.

Destacam-se países como o Chipre (63,76 euros), Malta (56,10 euros), Grécia (52,20 euros) ou Itália (49,55 euros).

No fundo da tabela está a Lituânia (39,18 euros) e a Letónia (39,72 euros).

Em 2023, o preço do leite à produção desceu 11 cêntimos por litro em cinco meses, uma quebra justificada com a evolução do mercado, conforme denunciou, na altura, a Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep).

No caso da manteiga a subida de preço ao consumidor foi ainda mais expressiva, passando de 8,10 euros por kg para 8,34 euros em 25 de março. Neste caso, o preço médio semanal da manteiga à saída da fábrica tem vindo a crescer: em 08 de janeiro estava em 563,70 euros por 100 kg e em 27 de maio já se situava nos 578,31 euros.

O valor mais elevado foi atingido em 08 de abril, nomeadamente 588,48 euros por 100 kg.

O preço do queijo flamengo também apresentou uma trajetória ascendente no primeiro trimestre, atingindo 9,33 euros por kg no final de março, acima dos 9,23 euros registados em 01 de janeiro. Também na fábrica, o preço do queijo flamengo aumentou de 677,92 euros por 100 kg (janeiro) para 684,77 euros.

O valor mais elevado foi verificado em 29 de janeiro, quando o kg de queijo flamengo custava 9,41 euros.

Em 25 de março, o quilograma de queijo flamengo em bola custava 9,47 euros, quando em janeiro estava nos 9,23 euros.

Últimas de Economia

O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.