Ventura responde a críticas dos partidos: “Compete a qualquer partido ser a voz de resolução do país”

Partidos políticos censuram o CHEGA pelo apelo às forças de segurança de se juntarem, esta quinta-feira, dentro e fora das galerias do Parlamento, em dia de debate sobre o subsídio de risco.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, descartou esta terça-feira a crítica dos outros partidos políticos, sobre o apelo às forças de segurança de se juntarem, esta quinta-feira, dentro e fora das galerias do parlamento, em dia de debate sobre o subsídio de risco.

Para Ventura, esta convocatória caracteriza o “trabalho de um partido político que quer ver os problemas do país resolvidos.”

“Acho que este é o trabalho normal de um partido político que quer resolver os problemas que o Governo prometeu que iria resolver e não resolveu. Compete a qualquer partido ser a voz de resolução do país. Neste caso, as forças de segurança estão com uma situação de injustiça histórica que eles próprio detetaram”, declarou Ventura aos jornalistas, à margem da visita ao centro intergeracional, no Convento Nossa Senhora da Boa Hora, na Ajuda, em Lisboa.

Quando questionado se não estará a “usurpar funções de sindicatos” e se esta “convocatória não poderá criar mal-estar” com os sindicatos, André Ventura garantiu que o CHEGA está apenas a fazer “o papel que deve fazer”, no sentido em que “são os partidos políticos que se devem desbloquear, quando a sociedade civil se vê de mãos atadas”.

“O CHEGA tem uma missão que prometeu na campanha eleitoral: resolver este problema dos polícias. O cerne da questão é quem é que vai estar ao nosso lado. Tivemos com todos os sindicatos e não só, em processo de negociação, para que a proposta apresentada seja o mais possível justa, que não distinga categorias e que permita um suplemento de risco”, assegurou.

Quanto às críticas dos outros partidos, Ventura ironizou: “o CHEGA teve de mobilizar este debate para que o Governo agora comece a ceder e a chamar Polícias e Guardas Prisionais para uma reunião. Vamos ver o que acontece na quinta-feira”.

Últimas de Política Nacional

O partido liderado por André Ventura vota a favor do alargamento e acusa Governo de manter um sistema injusto para as famílias.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA, André Ventura, acusou esta quinta-feira, 22 de janeiro, Marques Mendes de se ter juntado ao “tacho de interesses” ao declarar o seu apoio a António José Seguro na segunda volta, dirigindo também críticas a CDS e Iniciativa Liberal.
Será o primeiro, o último e o único. António José Seguro aceitou apenas um debate televisivo frente a André Ventura, tornando o confronto da próxima terça-feira o único momento de embate direto entre os dois candidatos à Presidência da República antes da votação final.
Uma militante do PS do Barreiro, com assento na comissão política local e influência na definição das listas autárquicas, é apontada como ligada ao grupo 1143. Fontes socialistas confirmam a informação, mas a estrutura local mantém-se em silêncio e não retirou a confiança política.
Sob um clima de confronto desde o primeiro minuto, André Ventura entrou na entrevista da RTP a defender-se de perguntas polémicas e a virar o jogo político: da controvérsia inicial à mensagem central, o candidato deixou claro que a segunda volta é uma escolha sem meio-termo.
O Ministério Público de Alenquer deverá receber uma queixa-crime contra um vereador da CDU na Câmara Municipal da Azambuja, depois de este ter admitido a utilização de uma viatura municipal para fins privados. O caso está a gerar polémica política e acusações de falta de ética na gestão de bens públicos.
Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, desafia o primeiro-ministro a assumir de que lado está nas presidenciais. Para o CHEGA, apoiar um candidato socialista depois de criticar o PS é incoerente e a direita tem agora uma oportunidade histórica de travar o socialismo em Belém.
Projeto de lei, a que o Folha Nacional teve acesso, centra-se no superior interesse da criança e na evidência científica.
O CHEGA tentou levar o ministro da Economia e da Coesão Territorial ao Parlamento para explicar o acordo político entre PSD e PS sobre as CCDR. Os dois partidos uniram-se para travar o escrutínio e impedir esclarecimentos sobre um entendimento que decide lideranças regionais à porta fechada.
O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.