Ventura responde a críticas dos partidos: “Compete a qualquer partido ser a voz de resolução do país”

Partidos políticos censuram o CHEGA pelo apelo às forças de segurança de se juntarem, esta quinta-feira, dentro e fora das galerias do Parlamento, em dia de debate sobre o subsídio de risco.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, descartou esta terça-feira a crítica dos outros partidos políticos, sobre o apelo às forças de segurança de se juntarem, esta quinta-feira, dentro e fora das galerias do parlamento, em dia de debate sobre o subsídio de risco.

Para Ventura, esta convocatória caracteriza o “trabalho de um partido político que quer ver os problemas do país resolvidos.”

“Acho que este é o trabalho normal de um partido político que quer resolver os problemas que o Governo prometeu que iria resolver e não resolveu. Compete a qualquer partido ser a voz de resolução do país. Neste caso, as forças de segurança estão com uma situação de injustiça histórica que eles próprio detetaram”, declarou Ventura aos jornalistas, à margem da visita ao centro intergeracional, no Convento Nossa Senhora da Boa Hora, na Ajuda, em Lisboa.

Quando questionado se não estará a “usurpar funções de sindicatos” e se esta “convocatória não poderá criar mal-estar” com os sindicatos, André Ventura garantiu que o CHEGA está apenas a fazer “o papel que deve fazer”, no sentido em que “são os partidos políticos que se devem desbloquear, quando a sociedade civil se vê de mãos atadas”.

“O CHEGA tem uma missão que prometeu na campanha eleitoral: resolver este problema dos polícias. O cerne da questão é quem é que vai estar ao nosso lado. Tivemos com todos os sindicatos e não só, em processo de negociação, para que a proposta apresentada seja o mais possível justa, que não distinga categorias e que permita um suplemento de risco”, assegurou.

Quanto às críticas dos outros partidos, Ventura ironizou: “o CHEGA teve de mobilizar este debate para que o Governo agora comece a ceder e a chamar Polícias e Guardas Prisionais para uma reunião. Vamos ver o que acontece na quinta-feira”.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA regista 25,8% das intenções de voto no mais recente Barómetro DN/Aximage, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país. O estudo indica ainda que André Ventura é apontado por mais de metade dos inquiridos como a principal figura da oposição.
O Ministério Público acusou Diamantino Oliveira Lopes, eleito pelo PS para a Junta de Freguesia de Moreira do Rei e Várzea Cova, no concelho de Fafe, distrito de Braga, no mandato autárquico de 2017 a 2021, dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, num procedimento de loteamento alegadamente destinado a beneficiar o próprio filho.
O líder do CHEGA saudou hoje o compromisso do Presidente da República de não dissolver o parlamento em caso de chumbo do Orçamento do Estado, mas avisou que esta posição "tem limites" e pode "esbarrar na realidade parlamentar".
O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.