UE avança com direitos de compensação às importações de carros elétricos chineses

A Comissão Europeia vai impor direitos de compensação provisórios sobre as importações de veículos elétricos provenientes da China, para responder ao que considera “subsidiação injusta” por parte de Pequim para a produção destes automóveis, foi hoje anunciado.

© D.R.

Em comunicado, o executivo comunitário anunciou hoje que a “Comissão impôs direitos de compensação provisórios sobre as importações” destes automóveis, nove meses depois do início de uma investigação à subsidiação estatal de veículos elétricos por parte da China.

Os direitos compensatórios são um tipo de tributação cobrada sobre bens importados para compensar os subsídios concedidos aos produtores desses bens no país exportador, e serão aplicados a partir de sexta-feira, dia 05 de julho.

“Com base na investigação, a Comissão concluiu que a cadeia de valor dos veículos de baterias elétrica na China beneficiam de subsídios injustos, e estão a colocar a ameaçar os produtores de veículos elétricos na União Europeia”, sustentou a Comissão.

Fonte europeia disse à Lusa que a investigação de quase 300 páginas encontrou subsídios governamentais ao longo de toda a cadeia de produção destes automóveis.

Estão aplicadas direitos compensatórios a três produtores chineses: BYD Auto (17,4%), Gelly (19,9%) e SAIC (37,6%).

Últimas de Economia

O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.