Volume de novos créditos ao consumo sobe 6,1%

Os novos créditos ao consumo em maio somaram 721,5 milhões de euros, uma subida de 6,1% em termos homólogos e de 2,0% face ao mês anterior, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

Segundo os dados provisórios hoje divulgados pelo banco central, em maio foram realizados 139.861 contratos de crédito aos consumidores, mais 3,5% em termos homólogos, mas menos 1,3% em cadeia.

Os mesmos dados apontam que os montantes de novos créditos pessoais subiram 4,6% em termos homólogos, para 314,1 milhões de euros, tendo ainda havido uma subida em cadeia de 0,5%.

Apesar de uma redução do número de novos contratos de crédito pessoal em maio face a abril (-4,1%), este ficou 0,4% acima do registado um ano antes, totalizando 43.699.

Já o montante de novos créditos automóvel subiu 8,3% em maio face há um ano e 4,3% em relação a abril, para 287,1 milhões de euros. Em maio foram realizados 19.045 contratos de crédito automóvel, mais 8,4% em termos homólogos e 4,2% que em abril.

Em maio foram contraídos 77.117 créditos na categoria cartões e descoberto, mais 4,2% em termos homólogos, mas menos 1,0% do que no mês anterior.

O montante nesta categoria ascendeu a 120,4 milhões de euros em maio, mais 4,8% do que em maio do ano passado e mais 0,7% em cadeia.

Do total de novos contratos de crédito em maio, 4,6% foram contratos subvencionados, contra 5,7% um ano antes e 4,6% em abril.

“Os contratos de crédito subvencionados são celebrados entre a instituição de crédito e o consumidor, mas parte do custo do crédito é suportada por uma entidade terceira (por exemplo, o ponto de venda onde o consumidor adquire o bem financiado)”, explica o BdP.

Em proporção do montante total, estes créditos com subvenção representaram 5,7% em maio, contra 7,6% em maio de 2023 e 5,8% em abril.

Últimas de Economia

A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).