MORDOMIAS DOS MINISTROS CUSTAM 156 MILHÕES DE EUROS AOS PORTUGUESES

O Governo de Luís Montenegro prevê gastar, em 2025, mais de 156,6 milhões de euros em viagens, configurando assim um aumento de 38%, face aos quase 113,3 milhões de euros previstos para 2024 pelo anterior Governo.

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De acordo com uma notícia do Correio da Manhã, este Executivo gastará em deslocações e estadias, em 2025, mais 43,3 milhões de euros do que o previsto para 2024. Analisando o Orçamento do Estado é possível concluir que o ministério com um maior aumento de verbas é o Ministério de Ambiente e Energia, da Ministra Maria da Graça Carvalho, com 8,3 milhões de euros, o que representa mais 213% face a 2024. Segue-se o Ministério da Defesa, de Nuno Melo, com mais 136%, o que equivale ao valor de mais de 31,6 milhões de euros e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de Ana Mendes Godinho, com mais 110%, portanto, 9,7 milhões de euros.

Já o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), de Fernando Alexandre, é aquele que leva a maior fatia do bolo com 46,8 milhões de euros, ou seja, mais 12% relativamente ao ano anterior.

Esta é a verba mais elevada desde 2021 e ao todo, são 11 os ministérios que tiveram um reforço para gastar em deslocações e estadias.

A verba destina-se a pagar as deslocações e estadias de funcionários de ministérios, organismos dependentes e órgãos de soberania integrados na rubrica EGE, como a Presidência da República e os tribunais. Em 2023, o Governo de António Costa tinha reservado 113 milhões de euros para gastar em viagens durante o ano de 2024, o que já configurava um aumento de 8% face ao ano anterior.

O Governo da AD, que afirma ser de direita, tem vindo a ser confrontado, principalmente pelo partido CHEGA e pelo seu líder, André Ventura, de governar com políticas socialistas e de não se afastar o suficiente do Partido Socialista.

A verdade é que o facto de este Governo conseguir gastar ainda mais em viagens do que um Governo socialista, acaba por dar mais força às declarações de André Ventura.
“Há um vício socialista neste governo e ele (o Governo) não consegue desamarrar-se dele”, afirmou André Ventura. Coincidência ou não, na mesma altura em que são divulgados os aumentos de verbas para as viagens dos ministros, o país tem sido bombardeado com notícias sobre o aumento da pobreza em Portugal.

A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) deu o alerta: Portugal já tem mais de dois milhões de portugueses em situação de pobreza e o número não para de aumentar.

A coordenadora da EAPN, Maria José Vicente, disse, em entrevista à SIC Notícias, que é “alarmante” a quantidade de pessoas com rendimentos a baixo dos 591 euros por mês, garantindo que só no último ano “mais 85 mil pessoas” passaram a viver em situação de pobreza. Contudo, “A EAPN Portugal considera que temos de estar atentos (…) A pobreza não é só uma questão de rendimentos, a pobreza diz respeito a várias dimensões da vida das pessoas”, referiu Maria José Vicente. O aumento dos preços dos bens alimentares, os custos altos da habitação e os baixos salários são alguns dos motivos que mais contribuem para esta realidade. Segundo notícia avançada pela TVI, as famílias portuguesas recorrem cada vez mais a créditos para pagar os custos da alimentação, sendo esta a primeira área onde as pessoas, em situação de pobreza, tentam reduzir as despesas para poder fazer face a outras contas como a rende e electiricidade. De recordar que começamos a entrar na altura do ano em que as pessoas mais custo têm com electricidade e gás, para fazer face ao frio do inverno. Através das suas redes sociais, o partido CHEGA manifestou uma crítica contundente à atual situação económica, afirmando que “não há dinheiro para baixar os impostos aos portugueses, mas há 156 milhões de euros para gastar em viagens!”.

Esta declaração destaca uma perceção de desvio de prioridades por parte da AD, que, segundo o CHEGA, “parece mais preocupada em preservar as mordomias de seus ministros do que em aliviar a carga fiscal dos cidadãos que enfrentam dificuldades”.

No passado, o CHEGA já apresentou diversas propostas visando acabar com os privilégios dos políticos, um tema que continua a ser central na sua agenda. O Presidente do CHEGA, André Ventura, tem defendido, desde o primeiro dia em que entrou no Parlamento “a redução do número de deputados na Assembleia da República”, argumentando que essa medida ajudaria a “reduzir os salários suportados pelo povo português”.

Uma das bandeiras mais destacadas do CHEGA é a luta contra benefícios que considera imorais, os quais são frequentemente aproveitados por partidos políticos e titulares de cargos públicos.

Esta crítica é apresentada num contexto em que muitos portugueses se sentem excluídos e desvalorizados, enfrentando condições de vida que contrastam fortemente com os privilégios de uma elite política. Assim, o CHEGA procura posicionar-se como a voz dos cidadãos que se sentem injustiçados, prometendo uma mudança significativa na maneira como a política é conduzida em Portugal.

 

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André Ventura deixou esta sexta-feira um desafio direto ao Partido Socialista: apoiar as propostas do CHEGA para baixar os impostos sobre os combustíveis e a aprovar o IVA Zero no cabaz alimentar. O líder do partido acusa o PS de “hipocrisia” e avisa que um chumbo deixará os socialistas sem argumentos depois das posições assumidas durante o verão.
Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
Nem o chumbo da moção de censura, nem as reservas levantadas no Parlamento, nem os alertas sobre o impacto nas instituições fizeram o CHEGA recuar. O partido de André Ventura mantém a intenção de avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária, entre 2018 e 2026, para escrutinar contratos, utilização de bens apreendidos e outros episódios ocorridos durante a sua direção.
O presidente do CHEGA acusou a ministra da Justiça de ter transmitido informações falsas ao Parlamento, admitindo duas hipóteses: ou foi enganada pela Polícia Judiciária ou terá procurado “encobrir” o ministro da Administração Interna. Ventura quer que o diretor nacional da PJ seja ouvido no Parlamento para esclarecer que informação foi transmitida.
O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
A moção de censura caiu, mas o CHEGA não ficou sentado. Consumada a votação, toda a bancada se levantou e fez ecoar “demissão” pelo plenário, fechando um debate em que André Ventura responsabilizou Montenegro não apenas pela permanência de Luís Neves, mas também pelo rumo do Governo.
Mentiras, abuso de poder e suspeitas sobre a utilização da Polícia Judiciária. Luís Neves está debaixo de fogo esta terça-feira, acusado de protagonizar uma lógica de “quero, posso e mando”. Mas a pressão não recai apenas sobre o ministro da Administração Interna: Luís Montenegro é também chamado a assumir responsabilidades e a explicar, de forma cabal, por que razão continua a manter Neves no Governo.
Afinal, não foi “vais pagá-las”. Luís Neves esclareceu esta terça-feira, na Assembleia da República, a frase que disse dirigida à bancada do CHEGA, em dia de debate quinzenal com o primeiro-ministro. Aos deputados do partido liderado por André Ventura, o ministro da Administração Interna assumiu que as palavras que proferiu foram: “Vão levar comigo.”
O líder parlamentar do CHEGA, Pedro Pinto, acusou o ministro de trocar os esclarecimentos prometidos por “propaganda barata” e perguntou-lhe diretamente quando abandona o cargo. Neves fechou a porta à demissão e colocou a bola no campo de Montenegro.
André Ventura responsabiliza o primeiro-ministro pela crise política em torno de Luís Neves e garante que a moção de censura poderia ter sido evitada se o ministro já tivesse abandonado o Governo. Presidente do CHEGA acusa ainda o Estado de ter mentido ao partido sobre os 144 mil euros associados à destruição dos produtos químicos e desafia os restantes partidos a escolherem de que lado ficam.