OMS vai distribuir 900 mil vacinas em seis países africanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje que irá distribuir 900 mil doses da vacina contra a mpox (varíola dos macacos) em nove países africanos afetados pelo atual surto, que registou este ano 48.000 casos e 1.048 mortos.

© D.R.

Esta ação decorrerá em colaboração com parceiros como a GAVI (Vaccine Aliance, uma parceria público-privada que promove a vacinação de cerca de metade das crianças do mundo) ou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Este é o primeiro resultado da criação, no mês passado, de um mecanismo de distribuição de vacinas, cujo objetivo é levar seis milhões de doses ao continente africano antes do final do ano, como indicou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, citado pela agência noticiosa espanhola Efe.

“Os países estão a ser informados hoje das alocações” destas doses, disse Tedros Ghebreyesus, que lembrou que posteriormente serão detalhadas quais as primeiras nações que serão beneficiadas.

As vacinas contra esta doença apelidada de varíola dos macacos foram doadas pelos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e de 12 Estados-membros e são, segundo Tedros Ghebreyesus, “um passo importante para controlar a mpox”, cujo surto em África a OMS declarou mais uma vez, em agosto passado, um problema de emergência internacional.

O especialista etíope sublinhou que a vacinação é apenas uma das muitas armas para combater o surto, sendo outra muito importante a realização de testes para confirmar a presença do vírus em casos suspeitos.

Neste sentido, lembrou que na República Democrática do Congo (RDCongo), um dos países mais afetados, apenas entre 40 e 50 por cento dos casos suspeitos foram testados.

Na RDCongo e no vizinho Ruanda já começaram as campanhas de vacinação, nas quais já foram inoculadas cerca de 50 mil pessoas, destacou o diretor-geral da OMS.

O alarme da OMS sobre o mpox deve-se à rápida expansão e elevada mortalidade em África da sua nova variante (clade Ib), diferente daquela que causou um surto violento em África em 2022, bem como centenas de casos na Europa, América do Norte e países de outras regiões.

Essa variante menos letal já levou à primeira declaração da emergência sanitária internacional entre 2022 e 2023.

Últimas do Mundo

O número de fogos preocupantes em Espanha desceu de 12 para nove nas últimas 24 horas, mas "o final" da onda de incêndios deste verão no país "está já muito próximo", disse hoje a Proteção Civil.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, denunciou que mísseis russos atingiram hoje a delegação da União Europeia (UE) em Kyiv, na Ucrânia.
O Governo de Espanha declarou hoje zonas de catástrofe as áreas afetadas por 113 grandes incêndios no país nos últimos dois meses, 15 dos quais continuam ativos, disse o ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska.
Mais de dois mil milhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável em condições de segurança, alertou hoje a ONU num relatório que expressa preocupação com o progresso insuficiente na cobertura universal do fornecimento de água.
O primeiro-ministro israelita saudou hoje a decisão do Governo libanês, que aceitou a proposta norte-americana sobre o desarmamento do Hezbollah, e admitiu retirar as forças de Israel do sul do Líbano.
Espanha continua com 14 fogos preocupantes que mantêm desalojadas mais de 700 pessoas e confinadas outras mil, após semanas de "terríveis incêndios" cujo combate é neste momento favorável, mas lento, disse hoje a Proteção Civil espanhola.
A SpaceX, empresa de Elon Musk, cancelou no domingo um voo de teste do foguetão Starship, naquele que foi mais um revés para o multimilionário após uma série de testes marcados por explosões.
Dois guerrilheiros detidos após um ataque com um camião-bomba no sudoeste da Colômbia, que causou seis mortos e mais de 60 feridos na quinta-feira, estão a ser processados por homicídio, anunciou este sábado o Ministério Público colombiano.
A administração norte-americana felicitou hoje o povo da Ucrânia pelo 34.º aniversário da independência e manifestou confiança em negociações de paz com a Rússia que permitam uma paz duradoura.
A Rússia efetuou cerca de 450 ataques nas últimas 24 horas em Zaporijia (sul) e em outras regiões da Ucrânia que causaram vários feridos e danos materiais, anunciaram hoje as autoridades ucranianas.