Designado coordenador para análise de homicídios em violência doméstica

O magistrado do Ministério Público "é nomeado pelo período de três anos, com efeitos a partir de 30 de novembro de 2024".

© LUSA/ANTÓNIO COTRIM

O procurador-geral-adjunto jubilado Albano Pinto foi designado pelo Governo para coordenar a Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídios em Violência Doméstica (EARHVD), segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

O magistrado do Ministério Público “é nomeado pelo período de três anos, com efeitos a partir de 30 de novembro de 2024”.

Albano Pinto tem 69 anos e, quando se jubilou em 09 de agosto de 2022, era desde janeiro de 2019 diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP, no qual é investigada a criminalidade mais complexa.

O novo coordenador da EARHVD, natural de Coimbra, sucede à procuradora-geral-adjunta jubilada Maria Raquel Almeida Ferreira, que tinha pedido para abandonar o cargo em 15 de setembro de 2024, ao fim de menos de um ano e meio em funções.

O despacho publicado hoje em Diário da República é assinado pelas ministras da Justiça, Rita Alarcão Júdice; da Administração Interna, Margarida Blasco; da Saúde, Ana Paula Martins; do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho; e da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes.

A designação de Albano Pinto ocorre por proposta do Conselho Superior do Ministério Público, órgão de gestão dos procuradores.

Segundo o site da EARHVD, esta estrutura “tem por missão e objetivos a análise retrospetiva das situações de homicídio ocorrido em contexto de violência doméstica e que tenham sido já objeto de decisão judicial transitada em julgado ou de decisão de arquivamento ou não pronúncia, visando retirar conclusões que permitam a implementação de novas metodologias preventivas” do fenómeno.

Últimas do País

O INEM está a apurar as circunstâncias em que uma jovem morreu, em Vila Real, depois de um alerta para uma paragem cardiorrespiratória e de se ter verificado a inoperacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
O novo Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), que estará em vigor até 2030, prevê um reforço da ideologia de género e educação para a sexualidade nas escolas portuguesas, incluindo conteúdos relacionados com diversidade, autoestima e mudanças corporais.
Portugal integra os países que passaram a estar na rota do tráfico de cocaína para a Europa por via marítima e que cada vez mais utiliza submersíveis que podem transportar até 10 toneladas, alerta um relatório divulgado esta sexta-feira.
O concelho de Abrantes aguarda ainda intervenções em estradas afetadas pelas cheias e pela tempestade Kristin, cinco meses após as intempéries, criticando a insuficiência dos apoios para responder a prejuízos estimados em mais de 16 milhões de euros (ME).
Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.
Sandra Pereira revelou estar em tratamento oncológico e afirmou que nunca deixou de trabalhar. Contudo, "esta não é a realidade dos portugueses. Nem todas as pessoas conseguem por inúmeros fatores", tal como evidenciou a deputada do CHEGA Cristina Rodrigues.
O líder do CHEGA acusa Governo de abandonar quem trabalha e desconta para viabilizar a Prestação Social Única com o apoio do PS. O partido liderado por André Ventura votou contra o diploma.
Um homem esfaqueou hoje uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP).
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifestou-se hoje contra a decisão do INEM de excluir as motas de emergência pré-hospitalar do financiamento às associações, alegando que apresentam "resultados muito positivos" no socorro à população.
Os dados do INE confirmam uma transformação demográfica acelerada: em 27 municípios, os residentes estrangeiros ultrapassam os 20% da população e, em Odemira, já são mais de 52%.