Fontes palestinianas indicam que impasse sobre reféns foi ultrapassado

Duas fontes palestinianas próximas das conversações em curso para pôr fim à crise que ameaça a trégua entre Israel e o Hamas disseram hoje à France Presse que há progressos que podem conduzir à troca de prisioneiros no sábado.

© Facebook de Médicos Sem Fronteiras

A sexta troca de reféns está prevista para sábado, mas o Hamas anunciou o adiamento da libertação dos reféns, acusando Israel de não permitir a entrada de fornecimentos humanitários essenciais em Gaza e de atrasar as negociações para a segunda fase.

De acordo com as fontes ouvidas pela France Presse – que não foram identificadas -, o impasse pode ficar desbloqueado assim que os mediadores confirmarem hoje o acordo com Israel sobre “abrigos pré-fabricados, tendas, combustível, equipamento pesado, medicamentos, materiais para a renovação de hospitais e tudo o que se relaciona com o protocolo humanitário”.

Hoje, segundo a Agência France Presse (AFP), registaram-se progressos que podem ultrapassar o diferendo sobre a sexta troca de reféns por prisioneiros.

“Há progressos”, disse uma das fontes palestinianas à Agência France Presse, indicando que os mediadores obtiveram “uma promessa israelita sobre a aplicação das disposições do protocolo humanitário” já a partir de hoje.

“O Hamas confirmou aos funcionários egípcios o compromisso […] de efetuar a sexta troca de prisioneiros a tempo, no sábado, assim que [Israel] honrar o compromisso”, disse a fonte à AFP.

Até ao momento não há qualquer confirmação oficial sobre progressos entre Israel e o Hamas em relação à troca de reféns que se encontram em Gaza por prisioneiros palestinianos em prisões israelitas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já avisou que os combates poderiam recomeçar se os reféns não forem libertados no sábado.

A ameaça foi semelhante à do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou esta semana que “o inferno pode ocorrer” se o Hamas não libertar todos os reféns israelitas até sábado.

Na quarta-feira, o ministro da Defesa, Israel Katz, seguiu a mesma linha, ameaçando o Hamas com uma “nova guerra (…) de intensidade diferente da que antecedeu o cessar-fogo”, caso o Hamas não liberte os reféns israelitas até sábado.

O acordo de cessar-fogo foi negociado pelo Qatar, o Egito e os Estados Unidos após meses de esforços sob a administração do antigo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Na primeira fase do acordo, as duas partes deveriam iniciar negociações indiretas para a segunda fase 16 dias após a entrada em vigor da primeira fase, a 19 de janeiro.

Até à data, estas negociações não tiveram início, embora se tenham registado cinco trocas de reféns e prisioneiros até ao momento, tal como acordado.

O Hamas libertou 16 reféns israelitas e Israel centenas de prisioneiros palestinianos.

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