Portugueses não nascidos no país já são 16% da população total

Os cidadãos portugueses não nascidos em Portugal já representam cerca de 16% da população total, sobretudo de países fora da União Europeia, noticiou na terça-feira o Diário de Notícias (DN).

© D.R.

“A percentagem não estará muito distante de outros países europeus, mas a particularidade de Portugal é o crescimento muito grande e rápido num curto espaço de tempo”, aponta Pedro Góis, diretor do Observatório das Migrações. Só entre 2015 e 2023, o Estado português concedeu um total superior a 250 mil atestados de nacionalidade, mais concretamente 250.744. No entanto, este número não reflete a realidade.

De acordo com o DN, o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) nota que “este número não reflete a totalidade de pessoas que possuem o passaporte português”, tendo em conta a existência de várias comunidades radicadas em Portugal e o número de filhos de emigrantes portugueses nascidos no estrangeiro que têm direito à nacionalidade e integram igualmente estas estatísticas, lembra Pedro Góis.

Os dados indicam uma média de 30 mil concessões de nacionalidade por ano, sem que se possa antecipar para breve um abrandamento desta tendência. Pelo contrário, “a elevada demora no tratamento dos pedidos que, dependendo dos casos, pode levar mais de dois anos, estará até a retardar a entrada dos processos por parte de alguns estrangeiros residentes”, considera Pedro Góis.

Até janeiro estavam pendentes para apreciação cerca de 230 mil (229.885) requerimentos de nacionalidade. Segundo o DN, nos últimos oito anos este quarto de milhão de pessoas que obtiveram a nacionalidade, deixaram de constar nas estatísticas de imigrantes, bem como todas as outras pessoas que a obtiveram, ao longo do tempo, nas grandes vagas migratórias que Portugal recebeu, as maiores oriundas das antigas ex-africanas, depois o Brasil, e também a primeira leva vinda dos países do leste europeu, com predominância da Ucrânia, e depois novamente os fluxos facilitados pela ‘via verde’ com os países da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

De acordo com a legislação em vigor, assim que um estrangeiro adquire a nacionalidade não é mais incluído nas cifras da imigração e nos relatórios da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).

Últimas do País

Mais de 10.500 condutores em excesso de velocidade foram multados pela PSP desde o início do ano, o equivalente a uma média de 95 automobilistas por dia, indicou hoje aquela polícia.
Um técnico do Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de subtrair e manipular indevidamente peças utilizadas na produção de componentes sanguíneos, havendo perigo de contaminação, disse fonte policial.
A concentração de pólen na atmosfera vai estar elevada em Portugal, à exceção dos Açores e da Madeira, entre sexta-feira e o final do mês, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.
O CHEGA requereu a extração do depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM para que seja enviado ao Ministério Público, por suspeitar que Ana Paula Martins prestou “falsas declarações”.
O secretariado nacional da UGT rejeitou hoje por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, mas “continua sempre disponível” para negociar se o executivo tiver alguma nova proposta.
Três meses após a tempestade Kristin, persistem falhas nas telecomunicações em Mação, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, com postes caídos, cabos no chão e serviços instáveis, num processo de recuperação considerado lento pelos autarcas.
Uma espera de quase duas horas por socorro, duas chamadas sem resposta eficaz e um desfecho trágico: o testemunho de uma viúva na CPI ao INEM expôs, com emoção, falhas graves no sistema de emergência.
Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira, de madrugada na ilha Terceira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Internamentos sociais disparam e já ocupam quase 14% das camas hospitalares, com milhares de doentes a permanecer no SNS após alta médica por falta de resposta social.
O incidente ocorreu na sequência de um desentendimento rodoviário, tendo a vítima sido perseguida até à Rua de Costa Cabral, em Campanhã, onde foi atacada na cabeça. Os agressores foram intercetados pela PSP no local e detidos em flagrante, estando o caso agora sob investigação da Polícia Judiciária.