Ventura exige que Hugo Soares esclareça se tem ou não imobiliária

O presidente do CHEGA exigiu hoje que o líder parlamentar do PSD esclareça se tem ou não uma imobiliária e disse ter ordenado aos deputados do seu partido para cessarem as suas participações naquele tipo de empresas.

© Folha Nacional

“Um, é preciso que o líder parlamentar do PSD diga se é verdade, ou não, se tem participações numa imobiliária e, dois, o que é que vai fazer em relação a isto porque senão parece que neste pais só há um partido transparente, que é o CHEGA”, afirmou André Ventura, no Porto, à margem de uma visita à Junta de Freguesia do Bonfim.

André Ventura referia-se a uma notícia do jornal online ‘Pagina Um’ segundo a qual o deputado social-democrata Hugo Soares, que acusou deputados do CHEGA de terem negócios imobiliários, terá criado em 2020 uma empresa que atuará na área do imobiliário.

“Eu ouvi o deputado Hugo Soares dizer isso, e com legitimidade, e ontem vi, espero que também passe nos vossos isentos canais de comunicação social, que o deputado Hugo Soares é ele próprio proprietário de uma imobiliária”, disse.

E continuou: “Este país nem inventado, isto nem inventado. O deputado que diz que os outros deputados não deviam participar na lei dos solos porque têm imobiliárias, e com razão, é o mesmo que tem ele próprio uma imobiliária, segundo uma notícia que eu li ontem. Alias, o próprio presidente da Assembleia da República também é sócio de imobiliária”, afirmou André Ventura.

Questionado sobre que medidas tomou em relação aos deputados do CHEGA com participações em imobiliárias e porque não o disse, o líder daquele partido começou por dizer que não sabia: “Para comunicar ao país era preciso que eu soubesse. Eu quando não sei, não sou como o primeiro-ministro, não ando a fingir que sei, não ando a esconder-me”.

“Quando foi noticiado isso, que deputados do CHEGA teriam participações imobiliárias fiz imediatamente o seguinte: os deputados têm ou que se desvincular imediatamente de qualquer participação social, ou têm que afastar toda a sua participarão na lei dos solos ou em qualquer lei que tenha a ver com negócios imobiliários ou de terrenos”, disse.

Na sexta-feira, durante o debate da moção de censura apresentada pelo CHEGA, o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, divulgou que os deputados do Chega Filipe Melo, Pedro Pessanha, Felicidade Vital e José Dias Fernandes têm participações em imobiliárias.

Últimas de Política Nacional

O líder do Chega, André Ventura, classificou como 'marketing' o programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR), hoje apresentado pelo Governo, e considerou que não define prioridades nem estratégias.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.
O CHEGA voltou a defender regras mais apertadas para o financiamento partidário, exigindo maior transparência nos donativos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos.
O partido liderado por André Ventura quer ministro Miguel Pinto Luz a esclarecer por que motivo só um edifício terá proteção antissísmica reforçada numa infraestrutura hospitalar crítica.
O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.