Inflação nos EUA abranda ligeiramente para 2,5% em janeiro

A inflação homóloga nos Estados Unidos abrandou em janeiro para 2,5%, contra 2,6% em dezembro, segundo o índice de preços PCE, o mais seguido pela Reserva Federal (Fed) para orientar a política monetária.

© D.R.

Na comparação mensal, de dezembro para janeiro, os preços mantiveram o ritmo de aumento de 0,3%.

Os dados divulgados pelo Departamento de Comércio no índice de gastos de consumo pessoal (PCE) ficaram em linha com o esperado pelos analistas e representam uma mudança, após uma tendência de aceleração da inflação desde outubro.

A inflação subjacente, que exclui os preços mais voláteis da energia e dos alimentos, também abrandou em relação ao mesmo mês do ano anterior (+2,6% contra +2,9% em dezembro), mas aumentou ligeiramente de um mês para o outro (+0,3% contra +0,2%).

A Fed, banco central norte-americano, tem como objetivo uma inflação de 2%.

Os dados de hoje contrariam os que foram divulgados há cerca de 15 dias por um outro índice de preços, que apontava para uma aceleração da inflação em janeiro.

De janeiro de 2024 para janeiro de 2025, os preços aumentaram 3%, mais uma décima do que no mês anterior, o que significa que a inflação acelerou pelo quarto mês consecutivo, segundo o índice CPI divulgado pelo Departamento do Trabalho no passado dia 12.

Os dados publicados hoje indicam ainda que os gastos das famílias caíram 0,2% num mês, embora o seu rendimento tenha aumentado 0,9%.

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A carga fiscal aumentou para 35,4% em 2025, face aos 35,2% registados no ano anterior, de acordo com a primeira notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).