Número de vítimas de incêndio na Macedónia do Norte sobe para 59 mortos e 155 feridos

O número oficial provisório de vítimas do incêndio de hoje numa discoteca na Macedónia do Norte subiu para 59 mortos e 155 feridos, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pelas autoridades locais.

© Lusa

Segundo o ministro do Interior norte-macedónio, Pance Toskovski, das 59 vítimas mortais, 35 foram identificadas, sendo 31 naturais das cidades de Kocani e Stip.

O número de pessoas hospitalizadas é de 155, acrescentou o ministro, que falava numa conferência de imprensa, sublinhando que foram emitidos quatro mandados de detenção, sem especificar quem são os visados.

“Estão a ser feitos preparativos para transportar os feridos graves do incêndio de Kocani para hospitais de referência em vários países europeus”, afirmou, um pouco antes, Stojanche Angelov, diretor do Centro de Crise norte-macecedónio.

As vítimas são, na sua maioria, jovens que assistiam a um concerto do grupo de hip-hop DNK, um dos mais populares do país, na discoteca “Pulse”, em Kocani, a cerca de 100 quilómetros da capital, Skopje.

Segundo as autoridades locais, cerca de 1.500 pessoas assistiam ao espetáculo, que começou cerca de meia-noite.

“Tentaram reanimar as pessoas no local. Os bombeiros e as ambulâncias chegaram a tempo, mas não foi suficiente”, relatou uma jovem que estava no concerto, citada por meios de comunicação locais à porta de um hospital já em Skopje.

“Estou aqui à espera de um amigo, ele tem queimaduras na mão. No início, não acreditámos que houvesse um incêndio, mas depois instalou-se o pânico entre os presentes e houve um tumulto na saída do clube”, acrescentou.

A diretora do hospital de Kocani, Kristina Serafimovska, afirmou a um meio de comunicação local que as vítimas cujos corpos chegaram à unidade tinham entre 14 e 25 anos.

Entre os feridos, “deram entrada 70 pacientes com queimaduras e intoxicações por monóxido de carbono”, acrescentou.

Um dos membros do grupo DNK, Vladimir Blazev, sofreu queimaduras no rosto e encontrava-se sob assistência respiratória na manhã de hoje, revelou a irmã à imprensa local.

Entre as vítimas mortais está também um agente da brigada antidroga que trabalhava durante o concerto.

Segundo o ‘site’ informativo SDK, o incêndio começou pelas 03:00 (02:00 em Lisboa) e terá sido provocado por engenhos de pirotecnia.

Vídeos publicados nas redes sociais e filmados antes do incêndio mostram um tipo de fogo-de-artifício utilizado em ambientes fechados durante os concertos.

“Muito provavelmente, as faíscas atingiram o teto, feito de um material facilmente inflamável, e, num curtíssimo espaço de tempo, o incêndio propagou-se por toda a discoteca, formando uma densa nuvem de fumo”, afirmou o ministro do Interior norte-macedónio.

Outras imagens, divulgadas um pouco mais tarde, mostram chamas de grandes dimensões a sair do edifício, vendo-se, depois, a chegada dos veículos de emergência.

“O dia de hoje é difícil e profundamente triste para a Macedónia do Norte. A perda de tantas vidas jovens é irreparável e a dor das famílias, dos entes queridos e dos amigos é imensurável”, escreveu o primeiro-ministro Hristijan Mickoski no Facebook.

Ao longo da manhã de domingo, multiplicaram-se as reações de líderes internacionais, e vários países ofereceram ajuda.

O primeiro-ministro búlgaro, Rossen Jeliazkov, classificou o incêndio como “uma tragédia humana de enormes proporções” e colocou à disposição a assistência do seu país para transportar e tratar os feridos em hospitais de Sófia e Varna.

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, também se disponibilizou para prestar apoio, garantindo que o seu país pode “fornecer toda a assistência necessária”.

A Grécia manifestou igualmente a sua prontidão para ajudar “nestes tempos difíceis”, declarou o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, na rede social X.

Também a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, expressou na mesma rede social estar “profundamente entristecida pelo incêndio trágico que custou a vida a demasiados jovens em Kocani” e sublinhou que a União Europeia (UE) “partilha o luto e a dor” do povo da Macedónia do Norte.

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou “o seu profundo pesar pelas consequências desoladoras do incêndio” e transmitiu à sua homóloga norte-macedónia “sentidas condolências aos familiares de todos os que perderam a vida e a rápida recuperação dos feridos”.

O chefe de Estado português considerou tratar-se de um “momento de choque e tristeza”.

Últimas do Mundo

A emissora pública britânica BBC revelou hoje um esquema fraudulento utilizado para obter asilo no Reino Unido, através do qual requerentes alegam ser homossexuais e estar sujeitos a perseguição legal ou social nos respetivos países de origem.
Um português de 41 anos foi brutalmente atacado com uma faca por um homem de origem marroquina, após tentar impedir atos de vandalismo, ficando com um corte profundo no rosto.
Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.
A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular, segundo um despacho conhecido hoje.
Os preços mundiais do café subiram 2,3% em março, após três meses consecutivos de quedas, num contexto de "choque geopolítico" provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
A Polícia Marítima informou hoje que detetou e intercetou no domingo uma embarcação com 35 migrantes a bordo, ao largo da ilha grega de Gavdos, no âmbito de uma operação da agência europeia Frontex.
A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.
Nove embarcações chegaram em menos de um mês e centros já estão no limite. Autoridades admitem cenário crítico e temem agravamento nos próximos dias.
O regime europeu que permite detetar o abuso sexual de crianças 'online' termina hoje, ficando todas as plataformas tecnológicas proibidas de rastrear e denunciar imagens ou conversas com este tipo de conteúdo, “uma página negra” para os direitos das crianças.