Acionistas do Novo Banco aprovam pagamento de dividendos de 224,6 milhões

O Novo Banco informou hoje que foi aprovado, na assembleia- geral de acionistas em 21 de março, o pagamento de dividendos no montante de 224,6 milhões de euros referente ao exercício económico de 2024.

© D.R.

“Tal como comunicado em 6 de março de 2025, aquando da apresentação dos resultados, o dividendo reflete um rácio de “pay-out” [percentagem do lucro distribuída entre os acionistas] de 60% do resultado gerado no segundo semestre de 2024”, de acordo com o comunicado emitido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O fundo Lone Star tem 75% do banco, o Fundo de Resolução tem 13,54% e os restantes 11,46% pertencem diretamente ao Estado português, através da DGTF – Direção-Geral do Tesouro e Finanças.

O Novo Banco fechou 2024 com um resultado líquido de 744,6 milhões de euros, apenas mais 0,2% face a 2023.

Apesar de os lucros só terem aumentado 1,5 milhões de euros, os resultados líquidos de 2024 são os maiores de sempre do banco criado em 2014 para ficar com parte da atividade do Banco Espírito Santo (BES), na resolução deste.

A instituição financeira justificou o aumento dos lucros com “um modelo de negócio consistente e diversificado, apesar dos custos pontuais do exercício, e impulsionado pelo robusto ‘franchising’ de crédito a empresas e de crédito habitação de baixo risco e elevada adoção do digital”.

No documento com a atualização estratégica divulgado ao mercado em 06 de março, o banco revelou ainda que tem “3.300 milhões de euros de capital disponível para distribuir nos próximos três anos”.

O Novo Banco fechou 2024 com o rácio de capital CET1 em 20,8% (já considerando o dividendo de 224,6 milhões de euros), o que considera ser um “balanço sobrecapitalizado”, indicando uma perspetiva de maior distribuição de dividendos nos próximos anos quando é conhecido que a Lone Star quer vender a instituição.

Segundo informações públicas, o objetivo é, para já, vender parte do capital do Novo Banco (25% a 30% do capital) em bolsa. Uma venda direta também não estará descartada, de acordo com informações recolhidas pela Lusa.

Últimas de Economia

O fisco encontrou 355 milhões de euros de vantagens patrimoniais ilegítimas nos inquéritos-crime que concluiu em 2025 e detetou outros 671 milhões de impostos em falta nas investigações em curso, segundo o último relatório de combate à fraude.
Dois anos após o lançamento das primeiras medidas da AD, os preços das casas continuam a subir a dois dígitos, num mercado onde a procura aumentou, mas a oferta continua sem responder.
Mário Centeno, ex-governador do Banco de Portugal (BdP), disse que, com base nos valores da solução anunciada hoje por Álvaro Santos Pereira para Entrecampos, os edifícios cuja compra decidiu no ano passado já valorizaram 10 milhões de euros.
O número de turistas chegados a Portugal cresceu 3,3% em 2025 para 29,9 milhões de pessoas, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). O mercado espanhol manteve a liderança entre os mercados emissores, apesar do decréscimo de 0,6%, representando uma quota de 23,8%.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste encareceu 3,08 euros na última semana, para 256,71 euros, depois da descida registada na semana anterior, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a zona euro vai crescer 0,9% este ano, uma revisão em baixa face a abril, enquanto para 2027 a projeção permanece inalterada em 1,2%, no relatório divulgado hoje.
Os custos de construção de habitação nova subiram 6,9% em termos homólogos em maio, com aumentos no preço dos materiais (6,4%) e da mão-de-obra (7,5%), segundo a estimativa do INE hoje divulgada.
O consumo de energia utilizado para arrefecer as habitações na União Europeia (UE) duplicou em apenas seis anos, impulsionado pelo aumento das temperaturas e pela maior utilização de sistemas de ar condicionado, anunciou hoje o Eurostat.
A produção industrial diminuiu 3,8% em 2025 com o valor de venda dos produtos e prestação de serviços nas indústrias transformadoras a fixar-se nos 110,6 mil milhões de euros, de acordo com o Intuito Nacional de Estatística (INE).
A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.