Parlamento Europeu recomenda cautela nas mensagens e partilha de senhas

O Parlamento Europeu defende que é necessário ter cautela com mensagens e telefonemas e nunca revelar senhas, num contexto em que os cibercrimes são "um problema crescente", num guia lançado sobre este tipo de crime.

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As ameaças cibernéticas vão do ‘phishing’, aos vírus e a outras práticas maliciosas para roubar dados e aceder a dispositivos, pelo que, lê-se no guia, é necessário ter cuidado com e-mails, mensagens de texto e telefonemas não solicitados, porque os “invasores sabem que muitas vezes é mais fácil enganar os humanos do que invadir um sistema complexo”, realçando que as organizações oficiais nunca pedem para revelar uma senha, por exemplo.

A instituição europeia salienta também que cada vez mais os cibercriminosos estão a aproveitar a inteligência artificial (IA) para tornar os ataques mais sofisticados e eficazes.

No caso da IA é necessário aprender a identificar conteúdo gerado por esta tecnologia, procurando em mensagens, telefonemas, vídeos ou discursos inconsistências e anomalias. Por exemplo, deve ter-se atenção a vozes geradas por IA, normalmente caracterizadas por entoações estranhas ou pausas não naturais.

Outro dos alertas deixados pela instituição neste guia prende-se com a desinformação enquanto ameaça cibernética crescente, pois “informações falsas ou enganosas são deliberadamente espalhadas para enganar indivíduos, manipular a opinião pública ou causar danos”.

Por isso, verificar as fontes de informação e ter cautela ao partilhar qualquer tipo de conteúdo também é um dos aspetos destacados de forma a conter a disseminação de informações falsas ou enganadoras.

“Alterar a senha padrão da rede Wi-Fi para uma forte” que inclua números, letras e carateres especiais, limitar o número de dispositivos conectados à rede, bem como a utilização de um ‘software’ antivírus atualizado, também são conselhos da instituição para evitar cibercrimes.

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