Hotelaria antecipa Páscoa com taxa de ocupação de 73% e preço médio de 161 euros

O setor da hotelaria tem boas expectativas para o fim de semana da Páscoa, antecipando uma ocupação de 73% e um preço médio de 161 euros, afirma a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

© D.R.

Em comunicado, a associação indicou que o seu mais recente inquérito, “Balanço Carnaval & Perspetivas Páscoa 2025”, aponta para “uma Páscoa com boas expetativas, tanto durante as férias escolares, 07 a 21 de abril, como no fim de semana, de 18 a 21 de abril”.

Segundo a AHP, que recolheu dados junto de 307 empreendimentos turísticos associados, “a taxa de ocupação nacional prevista, para as férias escolares neste período, ronda os 73%”, sendo que “o preço médio nacional (ARR) poderá fixar-se, de acordo com as reservas pendentes até 13/abril, data de fecho do inquérito, nos 152 euros”.

Já para o fim de semana da Páscoa, as previsões mostram também uma ocupação média de 73%, sendo que “as reservas ‘on the books’ estavam, na data referida, nos 64%” e o ARR nos 161 euros, “nove euros superior ao ARR previsto para o período das férias”.

A análise por regiões “confirma a Madeira como o destino mais procurado, com 83% de taxa de ocupação prevista e um ARR ‘on the books’ de 152 euros”.

A associação disse ainda que em destaque estão também a Grande Lisboa, com 78% de ocupação prevista e o preço médio mais elevado do país: 210 euros, e o Algarve, com 72% de reservas e um ARR de 138 euros.

Outras regiões como o Norte (71%) e Açores (70%) “apresentam igualmente boas perspetivas de ocupação, embora com valores médios mais moderados”.

Quanto ao Centro (56%) e ao Alentejo (61%), “apesar de registarem crescimentos em reservas” apresentam ainda níveis de ocupação abaixo da média nacional, sendo que no caso do Alentejo é “compensado com valores mais elevados no ARR previsto”.

A AHP revelou ainda que, no período das férias escolares, o mercado nacional “continua a integrar o top 3 dos mercados emissores, apontado por 77% dos inquiridos, tal como o Reino Unido, para 51%, e os EUA, apontado por 44%”.

Os EUA destacam-se em algumas regiões, apontado por 69% dos inquiridos em Lisboa, tal como o Reino Unido, indicado por 98% dos inquiridos do Algarve e 91% da Madeira.

“Já quanto ao fim de semana da Páscoa, mantém-se Portugal com a mesma percentagem de respondentes, subindo Espanha, mencionada por 47%”, praticamente igual ao Reino Unido, com os EUA e a Alemanha a manterem-se “como mercados internacionais relevantes, com presença significativa em várias regiões do país”.

Os principais canais de reserva continuam a ser o Booking (95%), seguido pelos ‘websites’ próprios dos hotéis (90%) e pela Expedia (38%), disse a AHP.

Quanto ao desempenho do setor no Carnaval, de 28 de fevereiro a 04 de março, este “revelou-se positiva para a hotelaria nacional”.

Segundo a AHP, os principais mercados foram Portugal, Espanha e EUA, sendo que em “algumas regiões, como o Algarve e a Madeira, mercados como Alemanha e Reino Unido também se destacaram”.

A taxa de ocupação (TO), em termos nacionais, foi de 65%, “com as regiões da Madeira (80%), da Península de Setúbal (69%) e da Grande Lisboa (68%), a puxar a média para cima”, com a região com TO mais baixa a ser os Açores.

O preço médio por quarto ocupado (ARR) foi de 122 euros, referiu a associação, apontando que “foi na Grande Lisboa que se verificou o valor mais elevado, 161 euros”. Na Madeira e no Norte os valores foram de 134 euros e 130 euros, respetivamente.

O RevPAR (receita por quarto disponível) ficou nos 80 euros a nível nacional, tendo sido “mais elevado na Grande Lisboa e na Madeira, atingindo os 110 euros e os 107 euros, respetivamente”.

Citada na mesma nota, a vice-presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, sublinhou “o peso crescente das reservas de última hora, que têm vindo a ganhar expressão nos últimos anos”.

“É por isso expectável que, em algumas regiões e hotéis, a taxa de ocupação venha a aproximar-se dos 100% à medida que nos aproximamos do fim de semana pascal”, conclui.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior e 17,1% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O CHEGA apresentou um projeto de lei que prevê uma isenção de 50% em sede de IRS para portugueses emigrantes que regressem ao país e voltem a fixar residência em Portugal.
O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.