Procura por rádios disparou 4.594% e por powerbanks 1.728%

O apagão que afetou Portugal na segunda-feira, durante cerca de 10 horas, levou os consumidores a comprarem em massa soluções para garantir autonomia face a emergências, disparando a procura por rádios (+4.594%), powerbanks (+1.728%) e fogões portáteis (+348%).

© D.R.

Os dados foram divulgados pelo comparador de preços e ‘marketplace’ KuantoKusta, que registou a procura por artigos para situações de emergência na segunda e terça-feira, quando comparada com os dois dias anteriores.

Entre os produtos mais requisitados pelos portugueses na segunda e terça-feira, para enfrentar falhas de eletricidade, destacam-se os rádios (+4.594%), powerbanks (+1.728%) e fogões portáteis (+348%), pode ler-se, num comunicado.

De acordo com a KuantoKusta, o apagão “provocou uma reação imediata dos consumidores, que estão a comprar em massa soluções para garantir autonomia face a emergências”.

A plataforma realçou ainda que especialistas em proteção civil “reforçaram nestes dias a importância de manter kits de emergência atualizados, com rádios, lanternas, pilhas e meios alternativos para cozinhar, especialmente perante eventos inesperados como o da última segunda-feira”.

“A súbita corrida a estes artigos revela não só uma preocupação dos consumidores com eventuais falhas futuras no fornecimento de eletricidade, mas também uma tentativa de estarem mais preparados para situações de emergência”, explicou André Duarte, diretor comercial do KuantoKusta, citado na nota de imprensa.

O responsável pelo marketplace do KuantoKusta detalhou ainda que “ao dia de hoje, o KuantoKusta não identificou variações significativas de preços nestes produtos”.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, durante cerca de 10 a 11 horas, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do “apagão”.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu na manhã de terça-feira que o serviço estava totalmente reposto e normalizado.

Últimas do País

Os cortes noturnos de água no concelho de Almada, no âmbito das medidas para se restabelecerem reservas, vão realizar-se esta noite nas localidades de Trafaria, Raposeira, Corvina, Fonte Santa, Banática e Porto Brandão, anunciou a autarquia.
O número de pessoas com sintomas de intoxicação nas Caldas da Rainha subiu de 65 para 113, revelou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) Oeste, que continua a investigar a origem do problema.
Portugal aplicou quase 29 mil medidas alternativas à privação de liberdade em 2024, segundo estatísticas oficiais hoje publicadas pelo Conselho da Europa, sendo um dos países que mais aplica a suspensão de pena.
Diploma apresentado pelo partido de André Ventura defende a proibição da ocultação do rosto em espaços públicos, alegando que a medida reforça a segurança e facilita a identificação das pessoas.
O Hospital de Santa Marta, em Lisboa, ultrapassou os 500 transplantes pulmonares realizados, mas a escassez de dadores limita a atividade do único centro de transplantação pulmonar do país, 25 anos após o arranque do programa.
A GNR deteve três homens, entre os 21 e os 38 anos, por suspeitas de tráfico de droga e apreendeu cocaína, liamba, haxixe e canábis, nos concelhos de Reguengos de Monsaraz e Borba, foi hoje revelado.
Uma mulher de 48 anos foi detida por ser suspeita de ter ateado um incêndio no concelho de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, que terá consumido cerca de 1,2 hectares de área florestal, revelou hoje a Polícia Judiciária.
Suspeito, de 32 anos, alegadamente intimidou um segurança com uma arma proibida. A rápida intervenção da PSP pôs fim à ameaça e levou à sua detenção.
Cerca de 1.500 pessoas juntaram-se hoje num protesto contra a falta de água na Costa da Caparica em que exigiram soluções para o problema e pediram a demissão da presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros.
Mais de 70 concelhos do interior Norte e Centro do país e uma dezena do Alentejo e Algarve estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).