Em resposta à Lusa, o INEM, responsável pela coordenação do Sistema Integrado de Emergência Médica, tendo por isso de garantir os cuidados de emergência pré-hospitalares a vítimas de acidentes ou doenças súbitas 24 horas por dia, lamentou o óbito e disse que, mais uma vez, faltaram meios.
“Tal como na situação ocorrida ontem na margem sul do Tejo, o INEM cumpriu a sua função, não tendo a resposta sido mais eficaz devido à indisponibilidade de meios na margem sul do Tejo”, refere.
Na resposta, o INEM explica que a chamada foi recebida pelas 13:43 e classificada no Centro Operacional de Doentes Urgentes (CODU) como P2 – muito urgente, um caso em que o nosso sistema de triagem prevê a chegada do primeiro meio de socorro ao local até 18 minutos.
Diz que o CODU tinha já informação de inexistência de ambulâncias disponíveis no distrito de Setúbal e que, pelas 14:01, o Comando Sub-Regional da Grande Lisboa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disponibilizou uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos.
Pelas 14:06, a situação foi reclassificada pelo INEM como P1 – emergente (resposta imediata), segundo o INEM, que diz que as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) mais próximas (Setúbal, Barreiro e Almada) estavam na altura a responder a ocorrências igualmente consideradas P1.
Explica ainda que, pelas 14:37, a equipa dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos, no local, informou que a utente estava “em paragem cardiorrespiratória”.
A VMER de Setúbal, entretanto disponível, foi acionada para o local pelas 14:42.
Diz ainda o INEM que, tanto esta ocorrência como a de terça-feira, no Seixal, em que um homem morreu depois de ter estado quase três horas à espera de socorro, “são totalmente alheias ao sistema de triagem por prioridades” do CODU, que “funcionou de acordo com os procedimentos definidos”.