Ataque aéreo israelita mata duas pessoas e fere três no sul da Faixa de Gaza

Um ataque israelita matou duas pessoas e deixou pelo menos outras três feridas na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, segundo relatos dos meios de comunicação palestinianos, que citam fontes médicas.

©Facebook Israel Reports

As mesmas fontes informaram que o ataque começou com o lançamento de dois mísseis de aeronaves israelitas e disparos de helicópteros contra o sul do enclave. Foram também relatados ataques de artilharia em Jabalia, no norte do enclave palestiniano.

A agência de notícias palestiniana Wafa noticiou ainda que navios israelitas abriram fogo ao largo da costa de Khan Yunis, uma área designada por Israel como zona humanitária, onde milhares de deslocados estão a viver em tendas.

Os ataques israelitas ocorrem dois dias após o fim da primeira fase do cessar-fogo e com as negociações entre Israel e o Hamas bloqueadas no avanço para a segunda fase, que inclui a libertação dos restantes reféns ainda detidos em Gaza e a retirada total das tropas de Benjamin Netanyahu.

“Tomaremos novas medidas se o Hamas continuar a manter os reféns. E em tudo isto, Israel sabe que os Estados Unidos e o presidente Donald Trump nos apoiam”, alertou o presidente israelita no domingo à noite, numa declaração em vídeo divulgada pelo seu gabinete.

A ameaça surgiu depois de o Hamas ter anunciado a proibição da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, da qual a população palestiniana depende para sobreviver até que o Hamas liberte os 59 reféns que ainda mantém.

As autoridades israelitas acusam o grupo palestiniano de “não aceitar o projeto de Witkoff para continuar as negociações”, referindo-se a uma proposta que Israel atribui ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, para prolongar a primeira fase até ao mês do Ramadão em troca da libertação de metade dos reféns ainda vivos e mortos em Gaza.

O grupo palestiniano, por sua vez, respondeu ao anúncio dizendo que se tratava de “uma tentativa flagrante de fugir ao acordo e evitar entrar em negociações para a segunda fase”, que, segundo o acordo original, implicava um fim sustentável das hostilidades em Gaza.

Se a primeira fase for alargada, Israel manterá a sua presença militar na zona tampão criada na fronteira de Gaza e no corredor de Filadélfia (a linha divisória entre o território palestiniano e o Egito).

Últimas do Mundo

A mulher do primeiro-ministro espanhol vai a julgamento por crimes como tráfico de influência, corrupção e desvio de fundos públicos, sendo impedida de sair do país, entre outras medidas, a decisão hoje um juiz.
Um tribunal iraniano condenou a cantora Parastu Ahmadi e oito músicos a 74 chicotadas, dois anos de proibição de viajar e dois anos de interdição de atividades por participarem num concerto sem cumprirem as normas islâmicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.
As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.