André Ventura “desafia” Governo a descer impostos dos combustíveis

O Presidente do CHEGA desafiou hoje o Governo a comprometer-se com uma descida dos impostos sobre os combustíveis, pedindo ao executivo que dê essa garantia ainda antes da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano.

© Folha Nacional

“O CHEGA decidiu hoje questionar o Governo, formalmente, sobre se vai ou não, antes do Orçamento do Estado, reduzir ou eliminar os impostos que estão neste momento a carregar os combustíveis”, afirmou André Ventura, em declarações aos jornalistas antes de visitar um arraial em Lisboa.

O líder do CHEGA instou o ministro das Finanças a dar “uma garantia antes do Orçamento que o vai fazer”, ou seja, que se comprometa com “uma descida ou uma eliminação do adicional ou uma descida sustentada do IVA sobre os combustíveis”.

“Sabendo que só pode entrar em vigor no próximo ano, eu desafiava o Governo para evitar isto e para dar já uma garantia, que ainda não foi dada pelo ministro das Finanças, de que o fará neste Orçamento do Estado”, referiu.

André Ventura considerou que o contexto internacional vai levar a uma subida dos preços dos combustíveis e assinalou que “em Portugal, o preço dos combustíveis não aumenta só por causa do preço do crude, aumenta porque mais de metade do preço do gasóleo e da gasolina é impostos, nomeadamente o IVA e o ISP”.

Referindo que o CHEGA já tinha feito esta proposta e foi rejeitada, o Presidente do partido salientou que “este é um novo contexto em que a escalada de violência no Médio Oriente vai levar a mais dificuldades neste mercado”.

“A gasolina e o gasóleo já subiram esta semana, vão continuar ou podem continuar a subir, e era importante que o Governo desse um sinal político de que está disposto a descer o nível de impostos indiretos sobre os combustíveis, para que a população consiga aceder mais e aceder de forma mais fácil aos combustíveis”, defendeu.

André Ventura admitiu também o agendamento de um debate no parlamento sobre este tema, e apresentar uma “proposta legislativa para rever a tributação sobre os combustíveis”, se “o Governo não der sinais nesse sentido”.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura afirmou que irá agregar a direita a partir de hoje, face às projeções que indicam uma segunda volta das eleições entre o líder do CHEGA e António José Seguro, apoiado pelo PS.
O secretário-geral do CHEGA, Pedro Pinto, hoje que o país está perante “uma noite histórica” e manifestou-se confiante na passagem de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais contra António José Seguro.
A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,51%, segundos dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou nas últimas eleições.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, hoje que a campanha pôde ter sido mais esclarecedora mas apelou aos portugueses para que se mobilizassem e aproveitassem o “dia fantástico” para votar.
Mais de 11 milhões de candidatos são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com registo de 11 candidatos.
O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA reforçou na quinta-feira à noite o apelo ao voto no domingo alegando que "a mudança nunca esteve tão perto".
A campanha para as eleições presidenciais de domingo termina hoje com a maioria dos candidatos a concentrar as últimas ações na região de Lisboa, à exceção de Catarina Martins e João Cotrim Figueiredo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA afirmou hoje que o país “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente na campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.