CHEGA integra executivo de Sintra após acordo que “respeita vontade dos eleitores”

O CHEGA passou a integrar o executivo da Câmara Municipal de Sintra, na sequência de um acordo político que o presidente da autarquia, Marco Almeida, considera ser “um sinal de respeito pela vontade democrática dos sintrenses”.

© Folha Nacional

“Em democracia não há votos de primeira e votos de segunda. Todos os votos contam. Os sintrenses decidiram que tanto a coligação que liderei, como o Partido Socialista e o CHEGA, deveriam ter representantes no executivo municipal”, afirmou Marco Almeida, eleito pela coligação PSD/IL/PAN, citado pela agência Lusa, após a primeira reunião do novo executivo.

O acordo, que atribui competências a dois eleitos do CHEGA, surgiu depois de falharem as negociações com o PS, partido que também elegeu quatro vereadores. Marco Almeida sublinhou que o entendimento com o CHEGA foi alcançado “no quadro da legitimidade democrática” e com o objetivo de garantir estabilidade governativa e representação proporcional.

“Fiz a minha parte: falei com todos e desafiei todos. Houve quem aceitasse e quem não aceitasse. Este é o facto objetivo”, afirmou o autarca, destacando a abertura demonstrada pelo CHEGA para “colaborar em prol dos interesses do concelho”.

Apesar das divergências internas na Iniciativa Liberal, que retirou a confiança política à vereadora Eunice Baeta por discordar do acordo, Marco Almeida garantiu estar “tranquilo” e confiante de que “a decisão respeita os eleitores e fortalece a democracia local”.

O entendimento assinala uma nova fase na governação de Sintra, onde o CHEGA assume, pela primeira vez, responsabilidades executivas, reforçando a sua influência política e a legitimidade conquistada nas urnas.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.