Curso de Bombeiros atrai jovens mas Governo falha estatuto e deixa milhares no limbo

Onze escolas já formam bombeiros profissionais em três anos, mas a Liga dos Bombeiros alerta: o Governo está a criar expectativas que não pode cumprir enquanto continuar sem aprovar o Estatuto do Bombeiro Profissional. Jovens terminam o 12.º ano qualificados, mas sem garantia de carreira.

© Folha Nacional

A formação profissional de bombeiros está a conquistar cada vez mais jovens, mas o entusiasmo contrasta com a ausência de soluções estruturais por parte do Governo. Atualmente, funcionam 11 cursos profissionais de bombeiro em escolas secundárias de norte a sul do país, segundo revela o Jornal de Notícias.

A formação, com três anos de duração, garante o 12.º ano, um certificado profissional de nível IV e habilitação para exercer funções em toda a União Europeia. Os primeiros cursos arrancaram em 2023/24, em Mafra e Espinho, e rapidamente se multiplicaram, revelando forte adesão das famílias e uma procura crescente por esta via de ensino.

A formação é assegurada numa parceria entre escolas secundárias, a Escola Nacional de Bombeiros e Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários — um modelo que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) considera “exemplar”, mas que levanta um alerta crítico: o país está a formar bombeiros sem que exista, ainda, enquadramento legal e profissional que garanta emprego e progressão na carreira.

Últimas do País

O coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) do INEM alertou hoje que muitos profissionais já atingiram 60% do limite mensal de horas extraordinárias em Lisboa, impossibilitando a abertura de mais meios de emergência e revelando fragilidades na capacidade operacional.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores do INEM, Rui Gonçalves, denunciou hoje um "forte desinvestimento" no Instituto nos últimos anos e lamentou a existência de "dirigentes fracos", defendendo uma refundação que garanta a resposta em emergência médica.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu hoje dois inquéritos para apurar as circunstâncias que envolveram as mortes de uma mulher em Sesimbra e de um homem em Tavira enquanto esperavam por socorro.
Portugal regista desde o início de dezembro um excesso de mortalidade de cerca de 22% associado ao frio e à epidemia de gripe, com aumento proporcional das mortes por doenças respiratórias, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS).
A enfermeira diretora da ULS Amadora-Sintra demitiu-se do cargo, alegando não existirem condições para continuar a exercer funções, anunciou hoje a instituição.
O INEM e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram hoje um reforço de meios permanentes ao serviço da emergência médica, ainda não quantificado, mas que inicialmente se vai focar em responder a constrangimentos na margem sul de Lisboa.
Do Seixal a Sesimbra e a Tavira, o padrão repete-se: três pessoas morreram em diferentes pontos do país após esperas prolongadas por assistência médica, num retrato da rutura do socorro.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
O Tribunal Judicial de Leiria começa a julgar no dia 23 um professor acusado de dois crimes de maus-tratos em concurso aparente com dois crimes de ofensa à integridade física qualificada.
O atraso no socorro voltou a ter consequências fatais. Uma idosa morreu na tarde de quarta-feira, na Quinta do Conde, após uma longa espera por assistência médica, com a ambulância mais próxima a mais de 30 quilómetros.