Sánchez admite “gravidade da crise política” que enfrenta

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, considerou hoje que a situação na Catalunha só se normalizará totalmente se o líder separatista Carles Puigdemont for amnistiado e regressar à região, tendo reconhecido "a gravidade da crise política" que enfrenta.

©facebook.com/pedro.sanchezperezcastejon

Não nego a gravidade da crise que temos com o Junts”, disse Sánchez, referindo-se à decisão recente do partido liderado por Puigdemont, Juntos pela Catalunha (JxCat), de rasgar os acordos que assinou com os socialistas há dois anos e que permitiram a sua reeleição como primeiro-ministro, viabilizando a atual legislatura espanhola.

“A normalização completa não acontecerá até Puigdemont poder voltar à Catalunha”, acrescentou Sánchez, em duas entrevistas hoje a uma rádio catalã e à televisão pública espanhola (RTVE).

O JxCat tem recusado para já juntar-se a uma moção de censura de partidos da direita, que ditaria a queda do Governo, mas tem votado contra medidas do executivo no parlamento, como os decretos sobre metas de défice e outras, passo prévio e essencial para haver Orçamento do Estado.

Os acordos de 2023 com o JxCat incluíam uma lei de amnistia para independentistas catalães que o Supremo Tribunal de Espanha tem recusado aplicar a Puigdemont, pelo que o antigo líder do governo autonómico, protagonista da tentativa de autodeterminação da Catalunha de 2017, continua a viver na Bélgica, para fugir à justiça espanhola.

O líder do Governo e do partido socialista espanhol (PSOE) voltou ainda a admitir um encontro com Puigdemont, sem concretizar quando e onde poderia ocorrer.

O líder socialista foi reinvestido primeiro-ministro em novembro de 2023 com os votos no parlamento de uma geringonça de oito partidos e reafirmou hoje que “apesar das dificuldades e da complexidade parlamentar” e dos casos judiciais e suspeitas de corrupção que têm atingido antigos dirigentes do PSOE, incluindo um ex-ministro, e familiares do próprio líder do executivo, “o governo está animado” para continuar a trabalhar e que as eleições serão, como está previsto atualmente, em 2027.

Estas foram as primeiras declarações que concedeu depois da entrada em prisão preventiva, na semana passada, por suspeita de corrupção, do ex-ministro José Luis Abalos, considerado durante anos um ‘braço direito’ de Sánchez no PSOE e no Governo.

Foram também as primeiras declarações públicas de Sánchez depois de uma manifestação no domingo passado em Madrid, convocada pelo Partido Popular (PP, direita), para pedir a demissão do Governo e eleições antecipadas.

Na manifestação estiveram 40 mil pessoas segundo as autoridades locais e 80 mil, segundo o PP.

Sánchez reiterou hoje que as suspeitas de corrupção na cúpula do partido socialista envolvem pessoas em concreto, que terão agido para obter benefícios pessoais.

O primeiro-ministro afastou também a possibilidade de ele próprio ser envolvido em qualquer processo judicial.

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