Combate a cartéis na contratação pública é prioridade da AdC em 2026

A Autoridade da Concorrência (AdC) vai intensificar em 2026 o combate a cartéis, com especial enfoque na contratação pública, segundo as prioridades de política de concorrência hoje divulgadas.

© LUSA/ANTÓNIO COTRIM

De acordo com o regulador liderado por Nuno Cunha Rodrigues, a atuação continuará centrada na aplicação “efetiva e rigorosa” da lei da concorrência e na promoção de mercados concorrenciais, num contexto marcado pela transformação tecnológica, pela incerteza geopolítica, por tensões comerciais e por desafios ambientais e sociais.

No combate às práticas anticoncorrenciais, estabelece como prioridade a investigação de cartéis, “particularmente nos mercados da contratação pública, do trabalho e das profissões liberais”, mantendo também a atuação em casos de abusos de posição dominante, restrições verticais e decisões de associações de empresas.

Para reforçar a deteção oficiosa de infrações, a AdC vai otimizar “a plataforma ScreenIT com ferramentas de ‘machine learning’ e inteligência artificial aplicadas aos dados disponíveis no portal BASE.GOV”, mantendo a cooperação com a Polícia Judiciária, nomeadamente através de ações de formação conjunta e apoio técnico e procedimental.

O regulador sublinha ainda que as novas realidades dos mercados, impulsionadas pelo setor digital e pelo desenvolvimento da inteligência artificial, exigem uma abordagem integrada entre políticas públicas, defendendo por isso o reforço do diálogo interinstitucional e a adoção de políticas pró-concorrenciais em Portugal.

No domínio do controlo de operações de concentração, a AdC assegurará “uma análise atempada e tecnicamente robusta das operações notificadas, incluindo a deteção de incumprimentos no dever de notificação ou na implementação antecipada de operações (‘gun jumping’)”.

As prioridades da política de concorrência são publicadas no último trimestre de cada ano, “sem qualquer referência setorial no que se refere ao exercício dos seus poderes sancionatórios”, lembra a entidade.

Últimas de Economia

As empresas vão passar a ter até dia 25 de cada mês (ou o dia útil seguinte, caso este coincida com um fim de semana ou feriado) para pagarem as contribuições à Segurança Social.
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais deverá ter aumentado 4,7% em 2025, para 73,75 milhões, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
Um total de 33 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.
O Banco Central Europeu (BCE) acredita que a Autoridade de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (AMLA) irá "melhorar a cooperação entre os supervisores e reduzir a fragmentação" na Europa.
Portugal registou, entre 2021 e 2024, oito casos de suspeita de fraude relacionados com o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, indicou hoje o Tribunal de Contas Europeu, falando em instrumentos “pouco eficazes” contra irregularidades.
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
A Deco Proteste alertou hoje que as propostas financeiras criadas por vários bancos, para o apoio aos efeitos do mau tempo assentam, na sua maioria, na contratação de novos empréstimos, que podem “agravar o endividamento das famílias”.
O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pela tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.
Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5.000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.
A bolsa de Lisboa fechou hoje em máximos, desde junho de 2008, avançando 1,13%, para 8.991,17 pontos, com a Teixeira Duarte e a Mota-Engil a liderar as subidas, crescendo 8,03% e 5,15%, respetivamente.