Autoridade Tributária realizou buscas em Aveiro e Porto por suspeitas de fraude fiscal

©Folha Nacional

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) realizou várias buscas nos distritos de Aveiro e Porto, no âmbito de um processo de fraude fiscal que terá lesado o Estado em 2,5 milhões de euros, tendo constituído dois arguidos.

Em comunicado, a Autoridade Tributária esclareceu que no âmbito de um processo-crime que corre termos no Departamento Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santa Maria da Feira, cumpriram na sexta-feira, nos concelhos de Santa Maria da Feira, Ovar e Maia, cinco mandados de busca não domiciliárias, por suspeitas da prática do crime de fraude fiscal qualificada.

“Sob suspeita estão empresas angariadoras de contratos de telecomunicações de uma multinacional estrangeira e fornecimento de energia de empresa portuguesa, que terão alegadamente construído um esquema de simulação de operações, com utilização de faturação falsa, no valor aproximado de dois milhões e meio de euros de imposto em falta — Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) e Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC)”, refere a mesma nota.

A Autoridade Tributária referiu ainda que, no âmbito destas diligências, foram constituídos dois arguidos, sendo-lhes determinada como medida de coação o termo de identidade e residência e apreendida documentação tida como relevante para prova dos ilícitos em causa.

Nesta ação estiveram envolvidos 30 inspetores tributários e aduaneiros e 11 militares da Guarda Nacional Republicana.

Últimas de Economia

A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.