Milhares de pessoas em protesto. “Lula, ladrão, o seu lugar é na prisão”

© Folha Nacional

Lula fugiu, mas teve mesmo de ouvir a multidão. ““Lula, ladrão, o seu lugar é na prisão”

Mais de 2 mil pessoas manifestaram-se, na terça-feira, junto à Assembleia da República contra a presença de Lula da Silva na Casa da Democracia portuguesa.

A manifestação, promovida e organizada pelo Partido CHEGA, decorreu de forma ordeira, sem incidentes, ao contrário do que recentemente se viu numa manifestação promovida pelo Bloco de Esquerda que acabou com insultos e pedras atiradas às forças de segurança.

Os milhares de pessoas que rumaram à Av. D. Carlos I entoaram, durante mais de quatro horas, cânticos de protesto como “Fora Lula”, “Lugar de Ladrão é na prisão”, “A picanha não chegou”, “Lula, ladrão, o seu lugar é na prisão” e “Chega de corrupção”.

As palavras de ordem foram acompanhadas por cartazes onde se lia “Lugar de ladrão é na prisão” e “Tolerância zero à corrupção” e pelas bandeiras de Portugal, do Brasil e até da Ucrânia.

Presentes na manifestação estiveram centenas de cidadãos de nacionalidade brasileira que vivem e trabalham em Portugal.

“Como é que o CHEGA é um partido xenófobo? Eu sou imigrante brasileira e sou do CHEGA. Eu sou imigrante, trabalho todos os dias desde que cheguei a Portugal. Quero os meus direitos, mas cumpro os meus deveres”, disse ao Folha Nacional uma cidadã brasileira que participou na manifestação.

Outra cidadã de origem brasileira comentava que “não se pode imigrar e achar que só temos direitos, porque eu não quero que no meu país os imigrantes vivam à custa dos brasileiros que trabalham, então eu em Portugal trabalho porque não quero viver à custa dos portugueses”.

A revolta maior da comunidade brasileira presente era com o presidente Lula da Silva. No meio de gritos de protesto, um jovem mostrou-se bastante indignado. Num tom de voz forte gritou que “Lula é mentiroso” e “envergonha-nos a todos os brasileiros”.

A manifestação teve três momentos fortes. O primeiro foi quando Lula da Silva chegou à Assembleia da República. Ao contrário do que estava estipulado pelo protocolo, o presidente brasileiro exigiu entrar pelo lado direito do Parlamento onde estavam os seus apoiantes. Apesar de ter tentado evitar ouvir os apupos da manifestação organizada pelo CHEGA, Lula da Silva não atingiu o objetivo, pois as imagens televisivas mostram como foram audíveis palavras de ordem como “Fora Lula”.

O segundo momento forte foi quando o presidente do Brasil, terminada a sessão solene em sua homenagem, abandonou a Assembleia da República. Sabendo que Lula estava de saída, novamente os manifestantes gritaram com toda a força, demonstrando, mais uma vez, o seu descontentamento com a presença no Parlamento português de um homem condenado por corrupção.

E o terceiro momento, o mais esperado, foi quando o Presidente do CHEGA compareceu na manifestação, uma vez finda a sessão solene de comemoração do 25 de Abril.

André Ventura foi recebido de forma entusiástica pela multidão que o aguardava desde as 09h00 da manhã.

“Obrigado por terem passados tantas horas aqui ao calor”, começou por dizer Ventura assim que subiu ao palco da manifestação, lembrando a “mancha” que foi o Parlamento ter recebido Lula da Silva no dia em que se celebrava a democracia.

“Os partidos juntaram-se todos para o habitual lava-pés, mas nós temos a certeza no que acreditamos: corrupção nunca mais e o lugar de ladrão é na prisão”, acrescentou.

Ao som de gritos de apoio, o líder do CHEGA garantiu que “nós não nos esquecemos de como alguém que foi condenado em três instâncias de tribunal por juízes diferentes, miraculosamente usou os amigos que tinha nomeado em tribunais superiores para sair da cadeia e se poder candidatar à Presidência do Brasil”.

Para André Ventura, “é tão ladrão o que rouba, como aquele que consente o roubo”, alertando que pode suceder em Portugal o que aconteceu no Brasil.

“E agora que sabemos que José Sócrates não será julgado, daqui a uns anos teremos a mesma coisa aqui em Portugal: Sócrates livre, nós a pagarmos-lhe uma indemnização e ele a candidatar-se à Presidência da República. E eu pergunto-vos: nós vamos deixar isso acontecer?”, questionou.

A resposta surgiu em uníssono: “Não!”

Para terminar o seu discurso, André Ventura deixou uma mensagem clara a todos os que o ouviam: “Vamos lutar para que a corrupção não tenha passadeira vermelha em Portugal”.

*Com agência Lusa

Últimas de Política Nacional

André Ventura lidera sem margem para dúvidas o espaço digital na corrida às presidenciais. Um estudo independente confirma que o candidato do CHEGA é o que alcança mais pessoas, gera mais interações e domina as redes sociais, destacando-se claramente dos restantes concorrentes num momento decisivo da campanha.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o primeiro-ministro é “o maior sem noção do país”, depois de Luís Montenegro ter rejeitado na segunda-feira a ideia de caos na saúde.
João Cotrim Figueiredo é acusado de assédio por uma ex-assessora, mas nega tudo. A denúncia foi feita nas redes sociais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.
A mais recente tracking poll da Pitagórica para a CNN Portugal mostra o candidato do CHEGA como o nome mais apontado como favorito pelos portugueses para vencer as Presidenciais de 2026, com António José Seguro e Marques Mendes empatados atrás de Ventura.
André Ventura alertou para uma realidade que considera inaceitável na saúde pública portuguesa: falta de macas, doentes no chão e improviso nas urgências. Para o candidato presidencial, estes episódios mostram um SNS sem respostas para situações básicas.
O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.