Preços na indústria sobem em março. Portugal com 3.º maior recuo

© D.R.

Os preços na produção industrial avançaram, em março, 5,9% na zona euro e 7,0% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal, em contraciclo, a registar o terceiro maior recuo (-3,9%), divulga hoje o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço de estatística comunitário, face a fevereiro, os preços na produção industrial desceram, em março, 1,6% na zona euro e 1,5% na UE.

Na comparação com março de 2022, os maiores avanços do indicador foram registados na Hungria (48,1%), na Eslováquia (32,9%) e na Letónia (27%), tendo os preços na produção industrial recuado na Irlanda (-29,9%), Grécia (-10,8%) e Portugal (-3,9%) e Espanha (-1%).

Já na variação mensal, a Grécia (-7,3%), a Irlanda (-4,6%) e a Lituânia (-4%) apresentaram as maiores quebras e Chipre (2,4%), França (2%) e Croácia (0,5%) as principais subidas.

Os preços na produção industrial recuaram em Portugal 2,6% face a fevereiro.

Últimas de Economia

As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.