Ventura elogia mensagem de Marcelo e pede a Governo que corte “ramos infetados”

© Folha Nacional

O líder do CHGEA elogiou  o discurso do Presidente da República a propósito do Dia de Portugal, apelou ao Governo que corte “os ramos infetados” e insistiu na existência de uma alternativa à direita.

“O CHEGA reconhece-se na mensagem do senhor Presidente da República e volta a apelar ao Governo que, neste momento, seja capaz de fazer não só as reformas de que o país precisa, mas de cortar os ramos infetados, degradados, destrutivos, que o país tem que cortar”, defendeu André Ventura, num vídeo enviado às redações.

Na opinião do líder do CHEGA, “para haver um Governo viável, para haver uma governação estável”, é necessário “afastar os elementos perturbadores e nocivos”.

“E, infelizmente, António Costa não parece estar disposto a esse sacrifício e a essa reforma”, lamentou.

O deputado e dirigente do CHEGA reafirmou “a disponibilidade, vontade e convicção, de que há uma maioria alternativa ao Governo socialista para governar Portugal, e levar o país às reformas” necessárias, defendendo que “essa maioria tem que ser de direita”.

Ventura considerou que o discurso do Presidente da República deixou “um repto importante ao Governo: não desistir do desenvolvimento, da coesão e da igualdade”, objetivos que, na sua opinião, “o Governo português tem falhado e ignorado”.

Considerando que “não há Portugal sem coesão”, Ventura salientou que “o Presidente da República esteve bem ao apontar para desafios estruturais e estratégicos, num momento em que o país tem recursos financeiros que provavelmente não teve, nem terá na sua história, e também num período de alguma estabilidade política”.

O líder do CHEGA acusou o Governo liderado por António Costa de “querer continuar o caminho da degradação”, ignorando áreas como “a corrupção, a falta de investimento em áreas fundamentais como a saúde, os professores, educação, o desenvolvimento regional e até a aposta nos jovens”.

“Ao mesmo tempo, o Presidente chamou à atenção para ramos da árvore que têm que ser cortados, e é evidente que têm que ser cortados. Ministros como João Galamba, Fernando Medina, Duarte Cordeiro – uns pelas trapalhadas em que estão metidos, outros por suspeitas de criminalidade grave, não podem continuar a desprestigiar o Governo português”, disse.

Ventura fazia referência à polémica com os serviços de informações, que envolve o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e, quanto ao ministro das Finanças e do Ambiente, falava da reportagem divulgada pela TVI/CNN Portugal em maio, sobre a operação ‘Tutti Frutti’, em que foram intercetadas escutas e comunicações que apontam para um alegado “pacto secreto” entre PSD e PS para cada partido manter a liderança de determinadas juntas de freguesias de Lisboa nas eleições autárquicas de 2017.

O Presidente da República considerou necessário “cortar os ramos mortos que atingem a árvore toda”, advertindo que, só se não se quiser, é que “Portugal não será eterno”.

No seu discurso na cerimónia militar do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorreu no Peso da Régua, distrito de Vila Real, disse ainda que Portugal não pode desistir de criar mais riqueza, igualdade, mais coesão, considerando que só isso permitirá que continue a ter a sua “projeção no mundo”.

Últimas de Política Nacional

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, aceitou o pedido de demissão apresentado hoje pelo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Gandra D'Almeida.
O Presidente da República anunciou hoje a dissolução da Assembleia Legislativa Regional da Madeira, decisão que obteve parecer favorável de Conselho de Estado, e marcou eleições regionais antecipadas para 23 de março.
O parlamento aprovou hoje a reposição de 302 freguesias por desagregação de uniões de freguesias criadas pela reforma administrativa de 2013.
O Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República, reúne-se hoje para se pronunciar sobre a eventual dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira, na sequência da aprovação de uma moção de censura ao Governo Regional.
O primeiro contrato por ajuste direto é do tempo do Governo de António Costa e pagou à Motorola 6,8 milhões de euros por vários equipamentos, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Um bombeiro de primeira dos voluntários de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, foi agredido à paulada por indivíduos de etnia cigana. De acordo com o Correio da Manhã (CM), o caso aconteceu por volta das 16 horas de segunda-feira, quando este bombeiro, de 34 anos, “abastecia o camião cisterna de água para levar para a localidade de Odivelas – operação que esta corporação faz todas as semanas.”
Passadas menos de 24 horas da manifestação da esquerda e da extrema-esquerda em defesa dos imigrantes em Portugal, e da vigília do CHEGA pelas nossas forças de segurança, as ruas do coração de Lisboa voltaram a ser palco de uma nova rixa entre cidadãos indostânicos.
Em causa está um plano orçado em 3,3 milhões para criar um festival e um "laboratório" de ópera entre Badajoz e Elvas, no âmbito do Operegrina, com 49 iniciativas a realizar na raia e cujo valor total ascendia a seis milhões.
O parlamento português debate hoje em sessão plenária o plano nacional de aplicação do Pacto Europeu de Migrações e Asilo, cuja primeira versão já foi entregue em Bruxelas.
Um texto de substituição à proposta de reversão de freguesias agregadas pela “Lei Relvas” deu hoje entrada no parlamento, prevendo a separação de 135 freguesias para repor a situação administrativa que 303 destas autarquias tinham em 2013.