Caldas da Rainha acusa ministro da Saúde de atentar contra interesses dos cidadãos

© Facebook |municipiodascaldasdarainha

A Câmara das Caldas da Rainha reiterou hoje a discordância pela escolha do Bombarral para a construção do novo hospital do Oeste e acusou o ministro da Saúde de atentar contra os interesses do território e dos cidadãos.

“O anúncio desta decisão é verdadeiramente atentatório dos interesses da nossa população e absolutamente lesivo do território de Caldas da Rainha, com fortes impactos negativos de natureza económica e social”, considerou a presidência da Câmara das Caldas da Rainha num comunicado sobre a decisão de construir o novo hospital do Oeste no Bombarral, anunciada hoje pelo ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

A decisão “não tem a concordância do município de Caldas da Rainha, vai contra o sentido e espírito de unidade de todas as forças políticas e movimentos da sociedade civil” pode ler-se no comunicado em que a câmara, liderada pelo movimento independente “Vamos Mudar”, responsabiliza o ministro por ir “contra os interesses do território, da identidade territorial e dos interesses dos cidadãos”.

A escolha do Bombarral para a construção do novo hospital do Oeste foi divulgada pelo governante no final de uma reunião com os 12 autarcas da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), sedeada nas Caldas da Rainha.

No comunicado o presidente da autarquia das Caldas da Rainha, Vítor Marques, explica que além de discordar da decisão discorda também “da forma como foi comunicada” .

Segundo o autarca, o encontro com o ministro deveria ter sido uma reunião sobre o tema “Saúde no Oeste”. Porém, “ao invés do esperado, não foi realizada uma reunião aprofundada sobre o estado da Saúde no Oeste” mas sim uma reunião em que o Manuel Pizarro “criou condições para transmitir a sua decisão” quanto à localização futuro hospital, “apoiada no Relatório do Grupo de trabalho” nomeado pelo ministro.

O relatório que, segundo a Câmara, justificava “uma análise aprofundada”, apenas foi dado a conhecer aos presentes no início da reunião, situação a que a Vitor Marques reagiu agora com “espanto e rejeição”.

Tanto mais que, refere o comunicado, o ministro se teria “comprometido verbalmente e por escrito, a consultar, previamente, os municípios de Caldas da Rainha e de Óbidos antes de tomar qualquer decisão, facto que não se verificou”.

A Câmara reitera assim “todas as posições” que tinha defendido antes da decisão, defendendo que a localização do hospital deveria ser na confluência dos concelhos das Caldas da Rainha e de Óbidos e conclui o comunicado apelando a todas as forças políticas, aos movimentos da sociedade civil e à população em geral “para que não se resignem e continuem unidos na defesa dos interesses do concelho e em prol da Saúde na região Oeste”.

Também em comunicado a presidente da Câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues (PS), manifestou satisfação “por finalmente haver uma decisão sobre a localização do futuro hospital”.

“Esta era a localização apresentada no estudo da OesteCim e que salvaguarda os interesses dos torrienses e de todos os oestinos”, pode ler-se na nota em que a autarca adianta que “ ficou acordado com o ministro a manutenção da unidade hospitalar de Torres Vedras, e para tal “será criado um grupo de trabalho para determinar quais as valências que ficam nesta unidade”.

O novo hospital deverá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Últimas do País

A Câmara Municipal de Almada anunciou hoje novos cortes no abastecimento de água em diversas zonas do concelho, entre as 22:00 e as 06:00, no âmbito da estratégia do município para restabelecer as reservas e normalizar a distribuição.
A GNR deteve esta terça-feira oito homens e três mulheres, com idades entre os 20 e os 60 anos, por suspeitas de tráfico de droga, e apreendeu heroína, haxixe, canábis e metadona, nos concelhos de Castro Verde e Beja.
O presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu o controlo do Governo, acusa-o de não assumir a autoridade que o cargo exige e garante levar o caso do ministro da Administração Interna ao Presidente da República, que já aceitou o pedido de audiência do CHEGA.
Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alerta associação.
A poucas horas do fim do prazo para concluir o processo de classificação dos exames nacionais do secundário, ainda há professores a serem convocados, revelou a Missão Escola Pública.
PSP e GNR registaram mais de seis mil burlas nos últimos três anos. Autoridades alertam que o verão é a época preferida dos burlões para fazer novas vítimas.
A Procuradoria Europeia no Porto deduziu acusação contra 12 pessoas, das quais quatro funcionários públicos, e três empresas por terem alegadamente participado num esquema fraudulento relacionado com projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinados a escolas.
Mais de 550 mil motociclos e condutores foram fiscalizados nos últimos sete dias nos distritos de Faro, Leiria e Setúbal, tendo sido registadas 12.429 infrações rodoviárias, revelam hoje dados da campanha do Plano Nacional de Fiscalização 2026.
Um homem, de 31 anos, suspeito de tráfico de droga no concelho de Castelo Branco, ficou em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo, anunciou hoje a GNR.
Uma mulher de 33 anos e um homem de 57 foram detidos pela GNR, em situações distintas, em Aljustrel e Serpa, no distrito de Beja, por suspeitas de violência doméstica contra as respetivas mães, foi hoje anunciado.