Defesa de marinheiros do ‘Mondego’ quer julgamento público e reconstituição

A defesa dos 13 marinheiros que se recusaram a embarcar no navio ‘Mondego’ alegando más condições pediu que se o caso for a tribunal, o julgamento seja público, e defendeu que deve ser feita uma reconstituição do sucedido.

Argumentando com o artigo 6º. da Convenção dos Direitos Humanos, a defesa pediu para os arguidos serem julgados em audiência pública, à qual a comunicação social tenha acesso, já que o caso se tornou público, disse à Lusa o advogado Paulo Graça.

Além disso, um requerimento foi também apresentado para que seja feita uma inspeção e reconstituição da situação passada a bordo do Navio da República Portuguesa (NRP) em março, já que a defesa não reconhece “sustentação científica” ao relatório de inspeção feito alguns dias depois.

No documento, elaborado pelo Tribunal Marítimo, é concluído que o ‘Mondego’ podia navegar em segurança, embora seja referida a existência de “fissuras na estrutura” do navio, “falta de estanqueidade”, “dificuldades de esgoto da casa das máquinas” e “incapacidade de separação de águas e óleos”.

Segundo Paulo Graça, o próprio comandante do navio admitiu, na altura, à tripulação ter medo de navegar devido à possibilidade de explosão, embora não tenha assumido publicamente a situação.

Argumentos que visam o arquivamento do processo disciplinar aos marinheiros em causa, tendo o advogado adiantado que “depois, se a Marinha quiser imputar responsabilidades a outras pessoas, é problema da Marinha”.

Em 11 de março, o NRP ‘Mondego’ falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, após 13 militares (quatro sargentos e nove praças) se terem recusado a embarcar alegando razões de segurança.

A Marinha participou o sucedido à Polícia Judiciária Militar (PJM), em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal, tendo também instaurado processos disciplinares.

Últimas do País

Os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que “não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia”, indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), num esclarecimento técnico hoje divulgado.
Um ex-diretor das Águas de Gaia (ADGaia) e um empreiteiro ficaram em prisão preventiva no âmbito da operação 'Água Turvas', que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal, decidiu hoje o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
As forças de segurança vivem tempos particularmente exigentes, até pelos palcos digitais e mediáticos onde se veem envolvidas, e, nesse contexto, a formação de novos agentes assume importância e complexidade acrescida, disse hoje um oficial da PSP.
A greve de hoje dos enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) Arrábida, em Setúbal, teve uma adesão superior a 70% nos hospitais e obrigou ao encerramento de várias unidades de cuidados de saúde primários, revelou fonte sindical.
João Gamelas demitiu-se do cargo de diretor clínico para a área hospitalar da ULS Lisboa Ocidental por razões pessoais, mas reconhece que “o problema que se vive na confiança e na relação com os profissionais” pesou na decisão.
O líder do CHEGA defendeu, no Parlamento, uma Comissão Parlamentar de Inquérito à 'Operação Influencer', sublinhando que o país assistiu à queda de um Governo socialista "afundado num verdadeiro polvo de corrupção”.
A onda de calor iniciada em 20 de maio é a terceira mais longa de que há registo em número de dias médio, com 9,3 dias, e 25 novos ‘recordes’ da temperatura máxima do ar, foi hoje divulgado.
Mais de 200 motoristas de táxi, segundo a PSP, foram detidos nos primeiros cinco meses do ano na região de Lisboa pelo crime de especulação, prática considerada "totalmente inaceitável" para o presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT).
O CHEGA vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se quando atingir 40 anos de descontos ou 65 de idade e quer colocar um teto máximo para as pensões mais altas de 4.500 euros.
Um homem de 45 anos acusado de ter matado um septuagenário à paulada na sua própria casa em Águeda remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento no Tribunal de Aveiro.