Professores recebem António Costa e ministro em protesto no Porto

Dezenas de professores da região Norte concentraram-se hoje nas imediações da Escola Alexandre Herculano, no Porto, para mostrar ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro da Educação, João Costa, que vão continuar a lutar pela valorização da profissão.

©Facebook/antoniolscosta

“Queremos passar uma simples mensagem ao senhor primeiro-ministro e ao senhor ministro da Educação: que as escolas vão continuar em luta e não vão desistir”, afirmou Joaquim Sampaio, professor na Escola D. Sancho I, em Famalicão (Braga), que encabeçou o protesto.

Aos jornalistas, Joaquim Sampaio afirmou que “a Educação, nos últimos anos, tem sido maltratada”.

“Os professores estão cansados da pressão que se vive nas escolas, do trabalho que temos, da burocracia que temos, que não nos deixa fazer aquilo de que gostamos, que é estar com os nossos alunos”, acrescentou.

Os professores foram afastados da entrada principal do antigo liceu, tendo sido criado um perímetro de segurança pela Polícia de Segurança Pública (PSP).

O protesto, que foi organizado por um movimento de professores da região Norte, contou com a presença do líder do Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop), André Pestana, e do secretário-geral adjunto da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Francisco Gonçalves.

À chegada ao estabelecimento de ensino, os dois governantes evitaram os professores, entrando diretamente na escola, que reabre portas na sexta-feira depois de obras de requalificação que duraram mais de três anos e custaram mais de 14 milhões de euros.

“Uma vergonha, vocês são uma vergonha”, gritavam os docentes.

As escolas têm até sexta-feira para dar oficialmente início ao ano letivo, mas a escassez de professores volta a ensombrar o regresso às aulas, ao deixar milhares de alunos sem docente a pelo menos uma disciplina.

A escassez de professores poderá não ser, no entanto, o único fator a deixar os alunos sem aulas, prevendo-se que o ano letivo arranque da mesma forma que terminou o anterior, com a forte contestação dos profissionais das escolas.

Últimas de Política Nacional

A transparência chegou depois do confronto? Só após ser questionado sobre omissões na sua declaração de rendimentos é que António José Seguro, candidato presidencial, revelou o património das empresas de que é sócio-gerente.
Explorações agrícolas e pecuárias devastadas, animais em risco e produtores sem água, luz ou rações: após a passagem da tempestade Kristin, o CHEGA acusa o Governo de silêncio e avança com um requerimento a exigir medidas urgentes para travar uma crise no terreno que continua a agravar-se.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, exigiu hoje ao primeiro-ministro (PM) que se retrate depois de ter “dado a entender” que as mortes devido ao mau tempo foram responsabilidade dessas pessoas.
O candidato presidencial André Ventura acusou hoje o adversário de estar “refém do sistema de interesses” e de não ter capacidade de decisão, depois de António José Seguro o ter acusado de ser "um risco para a democracia”.
Henrique Chaves, militante n.º 2 do PSD, anuncia voto em André Ventura e deixa uma crítica devastadora à direita tradicional, que acusa de viver presa ao passado e sem conteúdo político.
O candidato presidencial André Ventura, apoiado pelo CHEGA, indicou hoje que não está preocupado com eventuais efeitos do mau tempo na votação para as eleições do próximo domingo, e disse estar focado nas necessidades das populações.
André Ventura continua a subir, consolida terreno e já alcança 32,2% das intenções de voto quando são considerados os indecisos, segundo a sondagem diária da CNN Portugal.
O candidato presidencial André Ventura não respondeu às críticas do presidente da Câmara de Leiria por ter iniciativas de campanha nesta região afetada pelo mau tempo e considerou tratar-se de "picardias políticas".
O candidato presidencial André Ventura defendeu hoje uma “profunda auditoria” à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acusando o Governo de “desleixo” na resposta à depressão Kristin.
O parlamento decidiu por unanimidade hoje suspender os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a próxima semana, devido à segunda volta das eleições presidenciais.