Preços da habitação sobem 8,7% e transações caem 23% no 2.º trimestre

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 8,7% em termos homólogos no segundo trimestre, uma taxa idêntica à do trimestre anterior, tendo o número de transações recuado (22,9%) pelo quarto trimestre consecutivo, divulgou hoje o INE.

©CM Lisboa

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), de abril a maio, os preços das habitações existentes aumentaram a um ritmo superior ao das habitações novas, 9,0% e 8,0%, respetivamente.

Em cadeia, face ao primeiro trimestre, o IPHab aumentou 3,1% (1,3% no trimestre precedente), tendo os preços dos alojamentos existentes aumentado 3,2%, acima dos alojamentos novos (2,8%).

De acordo com o instituto estatístico, no segundo trimestre foram transacionadas 33.624 habitações com um valor total de 6.900 milhões de euros, o que representa uma redução de 22,9% e 16,7%, respetivamente, face ao mesmo período de 2022.

“Este foi o quarto trimestre consecutivo em que se observou uma redução do número de transações”, nota o INE.

As habitações existentes representaram a maioria das transações (79,7%), totalizando 26.799, menos 25,0% face ao mesmo período de 2022. Relativamente às habitações novas, contabilizaram-se 6.825 transações, uma redução de 13,2% por comparação com o segundo trimestre de 2022.

Em cadeia, o número de transações diminuiu 2,5% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2023 (-10,5% no trimestre anterior), tendo a redução no número de transações sido mais expressiva no caso das habitações existentes (-2,6%) do que nas habitações novas (-2,1%).

Quanto ao valor das habitações transacionadas, somou cerca de 6.900 milhões de euros, 16,7% abaixo do mesmo período de 2022.

Do valor total transacionado, 5.000 milhões de euros corresponderam a transações de habitações existentes (redução de 20,7% face ao mesmo período de 2022) e 1.900 milhões de euros foram relativos a transações de habitações novas (redução homóloga de 4,1%).

Relativamente ao trimestre anterior, o valor das habitações transacionadas no segundo trimestre de 2023 aumentou 0,7% (-6,9% no primeiro trimestre de 2023). Por categoria, observou-se uma redução no valor das transações de habitações existentes (-0,1%) e um aumento no valor das transações de habitações novas (2,9%).

De abril a junho, o setor institucional das “famílias” adquiriu 28.732 habitações (85,5% do total), por um total de 5.800 milhões de euros (83,8% do total).

As vendas de alojamentos às famílias registaram uma redução de 24,7%, em número, face ao mesmo período de 2022 e uma taxa de variação de -1,9% relativamente ao trimestre anterior.

Já em valor, as transações de 5.800 milhões de euros efetuadas pelas famílias, correspondentes a 83,8% do total, representaram “a percentagem mais baixa desde o primeiro trimestre de 2020”.

Em termos homólogos, o valor das compras de habitação pelas famílias diminuiu 19,5% (variação de -17,3% no primeiro trimestre de 2023).

No segundo trimestre, as transações de alojamentos envolvendo compradores com um domicílio fiscal fora de Portugal fixaram-se em 2.535 (7,5% do total), representando uma redução homóloga de 8,9%.

Pelo segundo trimestre consecutivo, evidenciaram-se comportamentos distintos nas duas categorias analisadas: As aquisições por compradores com domicílio fiscal na União Europeia fixaram-se em 1.174 unidades, menos 24,5% face a idêntico período de 2022, enquanto as transações da categoria de domicílio fiscal “restantes países” aumentaram 10,8% para 1.361 habitações.

Últimas de Economia

André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Mais de metade dos portugueses (53%) recorreu a dinheiro emprestado ou a cartões de crédito nos últimos seis meses para pagar as suas contas, com uma percentagem que sobe para 79% entre os rendimentos abaixo da média, segundo um estudo da Intrum.
André Ventura anunciou que o CHEGA vai apresentar um pacote de emergência para combater a crise da habitação, que inclui a isenção temporária do pagamento do IMI, benefícios fiscais e apoios às rendas. O líder do partido defendeu medidas urgentes para reduzir os encargos das famílias portuguesas.
As alterações às tabelas de retenção na fonte previstas para novembro poderão aumentar o salário líquido de muitos trabalhadores, mas há uma consequência menos favorável: o reembolso de IRS poderá diminuir no próximo ano.
Os 60 membros do Governo que está a alterar as leis do arrendamento declaram 436 imóveis, avaliados em quase 23 milhões de euros. Marisa Garrido, secretária de Estado da Administração Pública e que recebeu 12 milhões de euros em suplementos quando dirigia os Recursos Humanos da RTP, lidera a lista com 62 propriedades. Luís Montenegro surge logo a seguir, com 55 imóveis declarados.
Quase cinco mil milhões de euros continuam por recuperar. Montante cobriria o orçamento anual do Ensino Superior, Ciência e Inovação e grande parte das despesas do Ministério da Economia.
Venda de ouro confiscado pelas autoridades faz disparar receitas públicas, com valores quatro vezes superiores aos registados dois anos antes.
Aumento salarial promete mais dinheiro ao fim do mês, mas a subida dos preços deverá reduzir para metade a melhoria real do poder de compra.