21 Julho, 2024

Caos nas urgências dos hospitais públicos

Em todos os sectores da sociedade o governo socialista tem vindo de mal a pior. A saúde,  um dos sectores mais importantes tem sido particularmente fustigada com uma gestão calamitosa e ausência de alterações estruturais por razões de ordem fundamentalmente ideológicas.

De acordo com a OCDE Portugal é um dos países com um rácio médico doente aceitável portanto não há falta de médicos há sim uma grande heterogeneidade na sua distribuição. Como as carreiras médicas se tornaram crescentemente pouco atractivas, com o desenvolvimento dos grupos privados de saúde tem havido um êxodo de médicos do público para o privado. Para que se possa perceber, um médico em actividade privada, nomeadamente nas áreas cirúrgicas, pode ganhar num dia o que um médico ganha num mês inteiro de trabalho no serviço público .

Mais recentemente com o cansaço dos médicos que fazem urgências o problema que já existia agravou se com a decisão destes de fazerem apenas as horas estritamente necessárias para completar o seu horário de trabalho.

Há medidas  de curto prazo para viabilizar o normal funcionamento das urgências:

Os médicos nos hospitais podem optar aos 50 anos por não fazer noites de urgência e aos 55 podem optar por não de fazer urgências de todo.

Partindo do princípio que a idade de reforma é aos 66 anos sendo 70 compulsiva, há um período de 16 anos que pela legislação podem não fazer urgência noturna e 11 anos em que a grande maioria pode não fazer serviço urgência até atingirem a idade da reforma. 

O serviço de urgência e extremamente pesado e muito mal remunerado e tem a agravante sendo obrigatório, não conta para efeitos de reforma portanto a grande maioria dos médicos assim que a idade o permite pela legislação em vigor deixam as urgências.

3 medidas de curto prazo para restaurar as urgências.

1-Aumento da remuneração valor hora no serviço de urgência é um investimento de grande justiça que o governo terá que fazer.

2- as horas extraordinárias passem a contar para efeitos de reforma. Assim seguramente muitos médicos com vontade de se manterem activos  continuariam ou voltariam a fazer serviço de urgência.

3- médicos reformados que estejam em boa forma física e intelectual possam voltar fazer urgências e há muitos nestas condições, acumulando a sua reforma na íntegra com a remuneração que obtém do serviço de urgência o que na legislação actual não é possível.

Estas são algumas medidas de curto prazo que poderão ajudar a restabelecer os serviços de urgência hospitalar .

Outras medidas de médio e longo prazo e estruturais poderão e deverão ser implementadas mas neste momento há que restabelecer o normal funcionamento das urgências hospitalares e terminar com o caos existente.

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