Lucros do Santander crescem 61,5% para 622 milhões de euros até setembro

O Santander Totta SGPS obteve um resultado líquido de 621,7 milhões de euros até setembro, o que representa um crescimento de 61,5% face aos 385,1 milhões de euros registados no mesmo período de 2022, anunciou hoje o banco.

©Facebook/bancosantander

O produto bancário ascendeu a 1.407,6 milhões de euros, um crescimento homólogo de 50,8%, em resultado, segundo o banco, do crescimento da margem financeira (+88,5%), que permitiu compensar a redução em 3,6% ao nível das comissões líquidas, para 345,7 milhões de euros, neste mesmo período.

Já os custos operacionais ascenderam a 387,4 milhões de euros, registando, assim, um crescimento homólogo de 6,3%, “muito refletindo o contexto de inflação elevada”, pelo que o resultado de exploração ascendeu a 1.020,1 milhões de euros, mais 79,3% face ao mesmo período de 2022.

O rácio de eficiência reduziu-se para 27,5%, um decréscimo de 11,5 pontos percentuais (p.p.) em termos homólogos.

Os recursos de clientes ascenderam a 43,2 mil milhões de euros, uma redução de 7,5% face ao período homólogo, “largamente explicada pela evolução dos depósitos, que se reduziram em 9,7%, numa dinâmica associada à mencionada amortização antecipada de créditos, assim como pela aplicação em recursos fora de balanço, que cresceram 4,2% face a setembro de 2022”, explica o banco em comunicado.

Por sua vez, o crédito a clientes ascendeu a 44,9 mil milhões de euros, mais 3,4% face ao valor do mesmo período de 2022, com o banco a referir ter mantido o apoio “aos setores mais produtivos da economia”.

“Ao nível dos particulares, o contexto de taxas de juro mais elevadas está a contribuir para uma desalavancagem do balanço, com a amortização antecipada de créditos, em especial à habitação. A carteira de crédito hipotecário registou uma redução homóloga de 4,0%”, acrescentam.

Últimas de Economia

A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, mais 0,1 pontos percentuais do que em janeiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.