Mahmud Abbas pede a Biden que detenha “atual genocídio” em Gaza

O líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP) pediu ao Presidente dos Estados Unidos para intervir "imediatamente" e "deter o atual genocídio israelita contra o povo palestiniano", que causou já dezenas de milhares de vítimas civis.

© Facebook de Antony Blinken

Mahmud Abbas instou Joe Biden, dada a sua posição internacional e influência significativa sobre Israel, a intervir imediatamente para travar a “agressão israelita”, num discurso transmitido pela televisão e noticiado pela agência noticiosa oficial palestiniana WAFA, no sábado.

Abbas, que também é presidente do partido no poder na Cisjordânia, Fatah, mas que foi expulso de Gaza em 2007, também instou Biden a pressionar para que “a tão necessária ajuda humanitária entre em Gaza, parar os contínuos ataques das forças de ocupação israelitas e ponha fim ao terrorismo dos colonos contra o povo palestiniano na Cisjordânia e em Jerusalém”,

O líder palestiniano afirmou que estes desenvolvimentos “pressagiam uma explosão iminente da situação”.

Abbas sublinhou que o povo palestiniano “merece viver na sua pátria com liberdade e dignidade” e prometeu permanecer “firme na sua terra até alcançar os direitos legítimos à independência e à condição de Estado, com Jerusalém como capital”.

Na quinta-feira, o ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben Gvir, afirmou que o país deve tratar a ANP, que governa pequenas áreas da Cisjordânia ocupada, da mesma forma que trata o grupo islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007.

“Temos de lidar com o Hamas e com a Autoridade Palestiniana, que tem pontos de vista semelhantes aos do Hamas e cujos líderes simpatizaram com o massacre do Hamas, da mesma forma que lidamos com Gaza”, escreveu Ben Gvir, na rede social X (antigo Twitter).

Em 07 de outubro, o movimento islamita Hamas desencadeou um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é classificado como terrorista pela UE e pelos Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo em Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Os bombardeamentos israelitas por ar, terra e mar causaram entre 16 mil e 12 mil mortos, na maioria civis, na Faixa de Gaza, de acordo com dados do Hamas.

Últimas do Mundo

Milhares de agricultores juntaram-se este sábado, dia 10 de janeiro, em Athlone, no centro da Irlanda e em Ourense, Espanha, para protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com as agências AFP e EFE.
A polícia de Devon e Cornualha informou que a vítima mortal é um homem com cerca de 50 anos que morreu na noite de quinta-feira após a queda de uma árvore sobre a caravana em que se encontrava.
As autoridades australianas declararam hoje o estado de catástrofe devido à dimensão dos incêndios florestais, que destruíram várias casas e devastaram vastas áreas de floresta no sudeste rural do país.
O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.
A justiça britânica aplicou penas de prisão a três residentes de Epping, em Essex, que, somadas, superam a condenação do imigrante ilegal responsável por crimes sexuais que desencadearam os protestos.
Os aeroportos europeus de Amesterdão, Bruxelas e Paris tiveram hoje de cancelar centenas de ligações aéreas, incluindo para Portugal, devido à queda de neve e vento, de acordo com as autoridades locais.
A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.