Taxa de inflação na Alemanha cai para 3,2% em novembro

A taxa de inflação homóloga na Alemanha caiu para 3,2% em novembro, o nível mais baixo desde junho de 2021 (+2,4%) e contra 3,8% em outubro, confirmou hoje a agência federal de estatística (Destatis).

© D.R.

O abrandamento da subida dos preços em novembro face ao mesmo mês do ano passado deveu-se à maior queda do custo da energia, com uma descida homóloga de 4,5% (que compara com a subida de 3,2% no mês anterior), enquanto os preços dos produtos alimentares subiram 5,5% (quando em outubro subiu 6,1%),

“A taxa de inflação [medida pelo Índice de Preços no Consumidor] desacelerou pelo quinto mês consecutivo”, afirmou Ruth Brand, presidente do Departamento Federal de Estatística, salientando que em outubro e novembro, muitos produtos energéticos custaram menos do que no ano anterior.

As descidas de preços na nos produtos energéticos desde outubro refletem o elevado nível dos preços da energia em 2022, um ano marcado pela guerra e crise.

Por outro lado, a taxa de aumento homóloga dos preços dos alimentos também continuou a abrandar, mas ainda é superior à inflação global.

As maiores subidas registaram-se na fruta (+12,0%) e açúcar, compotas, mel e outros produtos de confeitaria (+11,9%), enquanto o pão e cereais (+9,4%), legumes (+7,3%) e peixe, produtos da pesca e marisco (+7,1%) também foram significativamente mais caros. ´

Em contrapartida, os preços da manteiga (-24,8%) e do óleo de girassol, óleo de colza e similares (-17,3%) diminuíram substancialmente, enquanto os preços do azeite (+43,5%) aumentaram acentuadamente.

Do mesmo modo, os serviços aumentaram 3,4% em novembro, em termos homólogos, menos meio ponto percentual do que em outubro, enquanto os bens tiveram uma subida do custo em 3%, contra 3,6% em outubro.

A taxa de inflação excluindo os produtos alimentares e a energia, frequentemente designada por inflação subjacente, deverá ser de 3,8% em novembro.

Por outro lado, o valor da inflação harmonizada, utilizado pelo Eurostat nas suas estatísticas, foi de 2,3%, contra 3% em outubro, também o nível mais baixo desde 2021.

Os dados divulgados hoje confirmam a estimativa preliminar publicada pela Destatis, em 29 de novembro.

Últimas de Economia

O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.