14 Julho, 2024

Londres pede a Telavive “abordagem mais cirúrgica” contra Hamas

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Cameron, defendeu uma “abordagem mais cirúrgica, clínica e específica” de Israel na guerra contra o Hamas, após reunir-se com o homólogo italiano, Antonio Tajani.

© Facebook de David Cameron

“O que estamos a pedir a Israel é que reconheça que deve minimizar as baixas civis, respeitar sempre o direito humanitário internacional e continuar a sua campanha contra o Hamas com estas duas coisas em mente”, afirmou Cameron.

O ministro afirmou que, de acordo com os israelitas, o número de vítimas civis no sul da Faixa de Gaza é menor do que no norte, apelando às forças israelitas para que se esforcem mais neste sentido.

Cameron e a sua homóloga alemã, Annalena Baerbock, escreveram um artigo conjunto, publicado no Sunday Times, onde apelaram a um “cessar-fogo duradouro” em Gaza, afirmando que “demasiados civis foram mortos” no conflito.

No âmbito de um cessar-fogo duradouro, Cameron afirmou hoje que o fim dos combates “não se torna duradouro se o Hamas continuar a controlar parte de Gaza”.

“As pessoas dizem que eu quero um cessar-fogo e uma solução de dois Estados. As duas coisas não podem acontecer. Não se pode esperar que os israelitas adotem uma solução de dois Estados, com o Hamas a controlar parte do que seria a Palestina”, afirmou Cameron.

“Uma solução duradoura significa que o Hamas já não representa uma ameaça para Israel, que já não é capaz de fazer o que fez a 07 de outubro”, concluiu o chefe da diplomacia britânica.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, foi questionado se considerava que a resposta de Israel violava o direito internacional.

“Estão a morrer demasiados civis, mas isso não é o mesmo que dizer que o direito humanitário foi violado”, afirmou Sunak.

O “cessar-fogo duradouro” defendido pelo Reino Unido não pode ser alcançado “se continuarem a ser feitos reféns” pelo Hamas e se o movimento islamita, “cujo objetivo declarado é destruir Israel, continuar a poder operar em túneis e lançar ataques de foguetes contra Israel”, acrescentou.

A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque de grandes proporções e sem precedentes realizado em 07 de outubro pelo movimento islamita palestiniano contra Israel.

Cerca de 1.200 pessoas, a maioria das quais civis, foram mortas neste ataque, de acordo com números oficiais israelitas, e mais de 250 pessoas foram levadas à força para Gaza, das quais cerca de 100 já foram libertadas.

Após o ataque, Israel prometeu “aniquilar” o Hamas e tem bombardeado regularmente o enclave palestiniano, além de ter bloqueado o acesso a bens essenciais como água, medicamentos e combustível.

De acordo com as autoridades palestinianas de Gaza, controladas pelo Hamas, os bombardeamentos israelitas já provocaram quase 20 mil mortos, a maioria dos quais mulheres, crianças e adolescentes.

Agência Lusa

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