Charles Michel diz que ataques como o de Praga não podem crescer na UE

O presidente do Conselho Europeu apresentou hoje as condolências às famílias das vítimas de um tiroteio em Praga e defendeu que estes atos violentos não têm lugar nas sociedades europeias.

© Facebook de Charles Michel

“Apresento as minhas condolências mais sinceras às famílias das vítimas deste tiroteio […], não podemos deixar que haja espaço para estes atos violentos nas nossas sociedades”, escreveu Charles Michel na rede social X (antigo Twitter).

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, expressaram horror pelo ataque, cujas motivações ainda são desconhecidas, e apresentaram as condolências das instituições que representam.

As primeiras-ministras italiana, Giorgia Meloni, e francesa, Élisabeth Borne, lamentaram hoje o tiroteio ocorrido na Faculdade de Belas-Artes da Universidade Carolina de Praga, que fez 16 mortos, incluindo o atirador.

Um homem armado matou hoje 15 pessoas e feriu cerca de 30 antes de a polícia o abater, segundo a polícia e os serviços de emergência de Praga.

Há poucas semanas, a comissária para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, advertiu que a União Europeia tinha de estar preparada para mais ataques contra cidadãos, na sequência de sentimentos exacerbados, em parte, pelo agravamento das tensões no Médio Oriente e por um clima de polarização crescente para o qual Bruxelas tem alertado.

Contudo, tanto quanto é sabido até às 18:15 de hoje locais (17:15 em Lisboa) não há motivações religiosas ou xenófoba por detrás do ataque.

Últimas do Mundo

O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Três quartos do território francês vão estar em alerta máximo devido à onda de calor na quinta-feira a partir das 12h00 (11h00 em Lisboa), anunciou hoje o serviço meteorológico francês.
Investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram três subtipos diferentes da pneumonia grave, o que pode ajudar a desenvolver tratamentos personalizados para os doentes, segundo um estudo divulgado na terça-feira.
Pelo menos 94 milhões de pessoas na Europa deverão sentir hoje temperaturas acima dos 35° Celsius, segundo os dados levantados pela agência de notícias AFP, com a maioria dos afetados em França e Espanha.
Quase 70 mil pessoas estão hoje sem eletricidade no departamento francês de Finistère (oeste) devido a uma avaria num transformador, provocada pelas altas temperaturas, num dia em que são esperados novos recordes de temperatura.