Novo MNE alerta para “apogeu” de terceira guerra mundial

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Israel Katz, afirmou hoje que o país se encontra no "apogeu" de uma terceira guerra mundial contra o Irão e o Islão radical, reiterando o objetivo de derrotar o grupo islamita Hamas.

© Facebook de Israel Katz

 

“Vamos atingir o nosso objetivo de derrubar o Hamas”, afirmou Katz, cuja principal missão é fazer regressar a casa os reféns que estão presos pelas milícias palestinianas em Gaza desde 07 de outubro.

“O nosso compromisso como país e como ministério é, antes de mais, trazer os reféns para casa com novas iniciativas, exercer pressão a nível mundial”, afirmou o novo governante, em Jerusalém, numa cerimónia em que recebeu as novas funções do seu antecessor, Eli Cohen.

Um compromisso que mais tarde sublinhou na sua conta da rede social X.

Katz referiu também a importância de Israel manter a legitimidade internacional para continuar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza e contra o Hezbollah no Líbano.

Na semana passada, os cargos foram trocados entre Katz e Cohen, que agora assume a pasta da Energia, como parte de um acordo de rotação alcançado pelo partido Likud no ano passado.

Katz, que ocupou o cargo entre fevereiro de 2019 e maio de 2020, assume a pasta dos Negócios Estrangeiros em plena campanha militar na Faixa de Gaza e num momento crucial para a diplomacia israelita, criticada por grande parte da comunidade internacional pela sua resposta aos atentados do Hamas de 07 de outubro.

O mais recente conflito entre Israel e o Hamas foi desencadeado após um ataque sem precedentes do movimento islamita palestiniano em território israelita em 07 de outubro, quando 1.140 pessoas, na maioria civis e incluindo cerca de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelitas. Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados, com Israel a indicar que 127 permanecem em Gaza.

Em retaliação, Israel, que prometeu destruir o movimento islamita palestiniano, bombardeia desde 07 de outubro a Faixa de Gaza, onde, segundo o governo local liderado pelo Hamas, já foram mortas mais de 22.000 pessoas – na maioria mulheres, crianças e adolescentes – e feridas mais de 54 mil, na maioria civis, destruídas a maioria das infraestruturas e perto de dois milhões forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave.

A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Últimas do Mundo

Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.