23 Maio, 2024

Autonomia energética a partir da fusão nuclear

A Comissão Europeia criou um novo plano em maio de 2022, o REPowerEU, em que se referencia a marca “verde” para o gás e a energia nuclear, ou seja, são classificados investimentos em gás natural e energia nuclear como sustentáveis. 

Em Portugal, tal como refere o investigador do Campus Tecnológico e Nuclear Eduardo Alves, a energia nuclear é essencial para garantir a autonomia energética “O medo que as pessoas têm da energia nuclear deve-se ao desconhecimento. O grande mal é que desde o início da produção de energia elétrica em reatores nucleares não houve preocupação de informar as pessoas”.

Portugal é um dos países europeus que não tem autonomia energética, sendo que curiosamente onde se consume energia nuclear, como plasmado nas faturas da eletricidade, onde se indica de onde vem a energia consumida em Portugal, estando identificada a nuclear, importada de Espanha e de França.

As energias renováveis como a solar e eólica permitem sustentar cerca de 30% das necessidades energéticas, pelo que é fulcral termos uma outra solução devidamente testada, que é a nuclear, como atesta o modelo energético francês, que conta com 70% de eletricidade produzida em centrais nucleares.

Com a invasão da Ucrânia pela Rússia e com os inerentes problemas de dependência energética de países exportadores de combustíveis fósseis como a Rússia, tornou-se evidente que num curto espaço de tempo, não existe nenhuma outra solução de produção de energia que seja alternativa ao carvão, petróleo e gás natural.

O uso da energia nuclear para geração de eletricidade ocorre desde os anos 1940, sendo que atualmente existem 440 reatores nucleares em atividade, distribuídos em 50 países ao redor do globo. Todos eles produzem energia através do processo de fissão nuclear. No entanto, a fissão não é a única forma de obtenção da energia nuclear. Há também o processo de fusão nuclear.

A investigação em fusão nuclear tem tido grandes progressos notáveis no que respeita à sua viabilidade para a produção de energia elétrica em larga escala, de forma competitiva e com reduzido impacto ambiental.

A comprovar-se a comercialização da energia de fusão, tornar-se-á importante a existência de reatores nucleares também em Portugal, porque é uma fonte de energia limpa, estável, não produz lixo radiativo e gera energia conforme seja necessária.

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