Ex-chefe do exército israelita pede ao parlamento que trave ofensiva em Rafah

O ex-chefe do Exército e membro observador do gabinete de guerra israelita Gadi Eisenkot pediu hoje ao parlamento que suspenda a ofensiva em Rafah para garantir o regresso dos reféns detidos em Gaza desde 07 de outubro.

© Facebook de Gadi Eisenkot

De acordo com o jornal Times of Israel, Eisenkot referiu à comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Segurança a necessidade de “pôr fim aos combates em Rafah e, ao mesmo tempo, fazer progressos no acordo sobre os reféns”.

Para além disso, o antigo militar, membro do Knesset (parlamento), defendeu que Israel cessaria os combates “durante o tempo necessário” para recuperar os reféns.

Eisenkot recordou a trégua de uma semana alcançada com o grupo islamita Hamas no final de novembro para defender que as autoridades israelitas “podem suspender os combates e regressar a eles durante o tempo necessário para atingir os objetivos da guerra”.

O pedido de Eisenkot surge após um bombardeamento israelita em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, que causou pelo menos cerca de 50 mortos — perto de metade dos quais mulheres, crianças e idosos – e 249 feridos.

O ataque atingiu um campo de deslocados no bairro de Tal al-Sultan, no noroeste da cidade, que era considerado uma “zona segura”, uma vez que o exército ainda não tinha apelado à sua evacuação, como tinha feito com as zonas do leste e do centro do enclave.

Desde que o exército israelita iniciou a sua ofensiva em Rafah, a 06 de maio, quase um milhão de pessoas fugiram, principalmente para as praias de Al Mawasi, onde permanecem amontoadas sem acesso a saneamento ou água potável.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, indicou hoje que o número de pessoas mortas por fogo israelita desde 07 de outubro de 2023 subiu para 36.050, enquanto o número de feridos subiu para 81.026.

Além disso, o ministério recorda diariamente que mais de 10 mil corpos continuam enterrados sob os escombros, sem que as ambulâncias ou equipas de socorro possam aceder a eles.

Em 07 de outubro de 2023, um ataque sem precedentes do Hamas em território israelita causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades de Telavive.

Após a troca de reféns e prisioneiros palestinianos durante a trégua de novembro, permanecem em Gaza 133 reféns, incluindo alguns já mortos, segundo as autoridades israelitas.

Últimas do Mundo

O incêndio num bar da estância de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de Passagem de Ano, provocou a morte de cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.
O líder do hospital público de Macau revelou hoje que a região, que em 2024 já teve a mais baixa natalidade do mundo, registou em 2025 o menor número de nascimentos em quase 50 anos.
Os Estados Unidos (EUA) anunciaram novos ataques aéreos contra mais dois navios suspeitos de envolvimento no tráfico de droga, que causaram a morte de pelo menos cinco pessoas.
A companhia Eurostar anunciou hoje a retoma de todos os serviços de comboios entre o Reino Unido e a Europa continental, após uma suspensão de várias horas devido a problemas técnicos, mas alertou para possíveis interrupções.
O antigo primeiro-ministro malaio Najib Razak foi hoje condenado a 15 anos de prisão por corrupção no fundo de investimento estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB).
A Comissão Europeia aprovou o pedido do Governo português para reprogramar os fundos europeus do PT2030, bem como dos programas operacionais regionais do atual quadro comunitário de apoio.
A autoridade da concorrência italiana aplicou esta terça-feira uma multa de 255,8 milhões de euros à companhia aérea de baixo custo irlandesa Ryanair por abuso de posição dominante, considerando que impediu a compra de voos pelas agências de viagens.
A Amazon anunciou ter bloqueado mais de 1.800 candidaturas suspeitas de estarem ligadas à Coreia do Norte, quando crescem acusações de que Pyongyang utiliza profissionais de informática para contornar sanções e financiar o programa de armamento.
Os presumíveis autores do ataque terrorista de 14 de dezembro em Sydney lançaram explosivos que não chegaram a detonar durante o ataque na praia de Bondi, onde morreram 16 pessoas, incluindo um dos agressores, segundo documentos revelados hoje.
Milhares de pessoas traficadas para centros de burlas no Sudeste Asiático sofrem tortura e são forçados a enganar outras em todo o mundo, numa indústria multimilionária de escravidão moderna. À Lusa, sobreviventes e associações testemunharam a violência.