Tribunal Geral da UE rejeita recurso da Pharol e mantém multa de 12 milhões

O Tribunal Geral da União Europeia, primeira instância, rejeitou hoje um recurso da Pharol que pedia a anulação de uma multa de 12 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à antiga Portugal Telecom por cláusula contratual ilegal.

© D.R

Em nota hoje divulgada, a justiça europeia refere então que o Tribunal Geral da União Europeia (UE) “nega provimento ao recurso da Pharol”, submetido pela dona da antiga Portugal Telecom por uma multa inicialmente aplicada pelo executivo comunitário em janeiro de 2013 e confirmada em janeiro de 2022, no valor de 12.146.000 euros.

Na altura, aquando do anúncio da coima, Bruxelas acusou a Portugal Telecom – e também a espanhola Telefónica, envolvida neste caso – de “terem acordado não concorrer entre si nos mercados ibéricos de telecomunicações, em violação do artigo 101.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que proíbe acordos anticoncorrenciais”.

“Em julho de 2010, no âmbito da aquisição pela Telefónica do operador móvel brasileiro Vivo, até então detido conjuntamente por ambas as partes, estas inseriram no contrato uma cláusula de não concorrência recíproca em Espanha e Portugal a partir do final de setembro de 2010. As partes rescindiram o acordo de não concorrência no início de fevereiro de 2011, após a Comissão ter dado início a um processo no âmbito das regras concorrenciais”, argumentou o executivo comunitário num comunicado divulgado há 11 anos.

Face ao recurso entretanto apresentado pela Pharol (denominação da Portugal Telecom desde 2015), a primeira instância do Tribunal de Justiça da UE salienta, no acórdão agora publicado, que “a Comissão não violou os direitos de defesa […] ao não adotar uma comunicação de objeções suplementar em vez da carta de comunicação de factos”.

“Uma vez que a Comissão não era obrigada a adotar uma comunicação de objeções suplementar em vez da carta de comunicação de factos, não era obrigada a realizar uma audição antes da adoção da decisão impugnada”, considera.

Além disso, “a Pharol não demonstrou que a Comissão cometeu erros ao concluir pela existência de concorrência potencial entre as partes nos mercados da telefonia fixa, nos mercados das linhas alugadas, nos mercados da telefonia móvel, nos mercados de acesso à Internet e no mercado dos serviços retalhistas de televisão por subscrição”, acrescenta.

Quanto ao pedido feito pela Pharol para redução do montante da multa, o Tribunal Geral salienta que a empresa de telecomunicações “não apresentou nenhum fundamento ou argumento […] em apoio do seu pedido de anulação da disposição que prevê a coima” e que não existe “nenhum motivo de ordem pública justifica” para o valor baixar.

A Pharol resultou da divisão do grupo Portugal Telecom na PT Portugal – empresa com ativos como o MEO – e na PT SGPS, uma ‘holding’ financeira, sendo que esta última passou então a designar-se Pharol em maio de 2015.

Últimas de Economia

O valor de produção do mercado do calçado português recuou 5% em 2025 para 2.100 milhões de euros, segundo a estimativa da Informa D&B hoje divulgada.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes somavam 321.500 milhões de euros no final de janeiro, mais 6.300 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Os prejuízos causados pelo mau tempo no Peso da Régua ascendem a 4,2 milhões de euros em quedas de taludes, de muros e danos na rede viária deste concelho do sul do distrito de Vila Real.
O número de beneficiários de prestações de desemprego caiu 2,4% em janeiro, face ao período homólogo, mas subiu 8,6% face a dezembro, para 204.990, o valor mais elevado desde fevereiro de 2025, segundo dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP).
O recente ‘comboio’ de tempestades que percorreu Portugal continental, com ventos ciclónicos da Kristin na região centro, provocou prejuízos entre os cinco mil milhões e os seis mil milhões de euros, segundo o presidente da estrutura de missão.
Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse hoje o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
Carga fiscal por habitante sobe para 6.728 euros em 2025. Receita supera o previsto e Estado arrecada mais 99 milhões do que o orçamentado.
O ministro da Economia disse hoje no Sobral de Monte Agraço que já foram recebidos pedidos de apoio de quatro mil empresas, que declararam quase mil milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que visa revogar o Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (AIMI), conhecido como “imposto Mortágua”, criado em 2016 no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.
Os contribuintes vão poder validar as faturas relativas ao IRS de 2025 no Portal até 02 de março, em vez da data regular de 28 de fevereiro, segundo uma informação da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).