Entidade de Contas levanta suspeitas sobre transparência das contas do Livre

A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) identificou irregularidades nas contas do partido político Livre, liderado por Rui Tavares.

© Folha Nacional

Estas irregularidades dizem respeito às contas anuais de 2019, em que, segundo a ECFP, foram detetados pelo menos 10 tipos diferentes de irregularidades, incluindo divergências nas despesas e a falta de “suporte documental” para quotas e contribuições, levantando dúvidas sobre a transparência financeira do partido.

A ECFP é um órgão independente que funciona em articulação com o Tribunal Constitucional (TC), tendo como principal função a apreciação e fiscalização das contas anuais dos partidos políticos, bem como das contas das campanhas eleitorais para todos os órgãos políticos eleitos.

O objetivo é garantir que o financiamento partidário e eleitoral decorre dentro das normas e de forma transparente.

A notícia destas irregularidades foi divulgada pela revista Sábado, mas até ao momento, o tema tem recebido pouca atenção por parte dos restantes órgãos de comunicação social.

Este tratamento contrasta com o que se verificou em situações semelhantes envolvendo o Partido CHEGA, de André Ventura, que, em 2019, também se deparou com dificuldades em identificar a origem de algumas doações.

Contudo, ao contrário do que está a acontecer com o Livre, a situação do CHEGA foi amplamente noticiada por vários meios de comunicação.

Esta diferença de cobertura levanta questões sobre a imparcialidade dos media e sobre o impacto que a visibilidade, ou a falta dela, pode ter na opinião pública, especialmente quando se trata de temas de transparência e responsabilidade política.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, lamentou hoje os “ataques e falta de sentido democrático” das associações e universidades que criticaram a presença do partido na Futurália, dizendo que houve uma “tentativa de censura”.
O CHEGA vai chamar ao parlamento o governador do Banco de Portugal (BdP) para explicar a reforma de Mário Centeno com “benefícios escandalosos”, anunciou hoje o presidente do partido, que disse ter existido um “acordo escondido”.
O Parlamento rejeitou todas as propostas apresentadas pelo CHEGA para reforçar o mercado de arrendamento, incluindo a descida para 5% da taxa de IRS aplicada aos rendimentos prediais.
Um jornalista da rádio Observador foi retirado da sala durante uma audição da Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, após uma decisão conjunta de PS e PSD. O CHEGA foi o único partido a votar contra.
O PS e o PSD chumbaram, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, um requerimento do CHEGA que pretendia ouvir especialistas independentes sobre a localização do futuro Aeroporto Luís de Camões, impedindo que dúvidas técnicas, económicas e ambientais fossem discutidas no Parlamento.
A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, retirou os pelouros ao vereador Mário Caixas, também eleito pelo PS, alegando quebra de confiança política num momento considerado decisivo para a recuperação do concelho após as recentes cheias.
O serviço ferroviário entre Lisboa e Setúbal, que atravessa a Ponte 25 de Abril, vai estar sob escrutínio no Parlamento. O CHEGA conseguiu aprovar uma audição para ouvir utentes, Fertagus e Governo sobre as condições de segurança, capacidade e qualidade do serviço.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta quarta-feira o Governo de se vitimar e o primeiro-ministro de querer desviar atenções e usar as alterações à lei laboral como “manobra de distração”.
O Ministério Público arquivou 51 denúncias apresentadas contra cartazes do CHEGA, concluindo que os slogans não configuram crime e estão protegidos pela liberdade de expressão no debate político.
O Parlamento português recusou uma proposta do CHEGA que defendia que Portugal deveria fazer todos os esforços para reconhecer a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.