Desemprego registado com subida homóloga de 3% em outubro

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 0,6% em outubro, face ao mês anterior, e 3% na comparação com o período homólogo, para 312.510 pessoas, segundo dados divulgados hoje pelo IEFP.

©️ Centro de Emprego

“No fim do mês de outubro de 2024, estavam registados nos Serviços de Emprego do continente e regiões autónomas, 312.510 indivíduos desempregados, número que representa 68,7% de um total de 455.165 pedidos de emprego”, lê-se na nota divulgada pelo IEFP.

São mais 9.154 pessoas inscritas nos centros de emprego face a outubro de 2023. Para este aumento, “contribuem os inscritos há menos de 12 meses (+7.646), os que procuram um novo emprego (+8.371) e os adultos (+7.923).

Já na comparação em cadeia, isto é, face a setembro, trata-se de mais 1.761 pessoas.

No que toca aos grupos profissionais com maior expressão, face ao período homólogo, observou-se um acréscimo em todos, “com destaque para os “trabalhadores não qualificados” (+7,7%) “operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem” (+7,2%); e “trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices”(5%)”.

À semelhança do que tem sucedido, a nível regional, o desemprego registado aumentou em todas as regiões em outubro, face ao período homólogo, com exceção dos Açores e da Madeira, onde recuou 5,7% e 8,4%, respetivamente.

O valor mais acentuado de aumento do desemprego foi registado nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo (+4,4%).

Por outro lado, na comparação em cadeia, “registou-se também um aumento global no desemprego na ordem dos 0,6%, contudo as regiões do Norte (-1,2%) e de Lisboa e Vale do Tejo (-0,7%) apresentaram uma redução”, indica o IEFP.

No final de outubro, as ofertas de emprego por satisfazer atingiram os 11.872 nos Serviços de Emprego de todo o país, o que corresponde a uma diminuição das ofertas em ficheiro na análise anual(-3.026; -20,3%) e face ao mês anterior(-81; -0,7%).

Últimas de Economia

O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.
Os juros da dívida pública a 20 anos subiram para 4,26%, o valor mais elevado desde 2017, numa altura em que a escalada da inflação e os receios de novas subidas das taxas de juro estão a castigar as obrigações soberanas.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou hoje para o crescimento de situações de fraude e burla associadas a supostos investimentos no mercado de capitais, através de contactos não solicitados e campanhas de publicidade enganosa 'online'.
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou 1,3 pontos percentuais em agosto, face ao mesmo mês de 2025, para 3,3%, sobretudo devido aos preços da energia, com Portugal a registar 3,6%, acima da média.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 706,1 milhões de euros até julho, um aumento de 140,7 milhões de euros face ao mês anterior, de acordo com a síntese da execução orçamental hoje revelada.
A inflação na Alemanha acelerou para 2,9% em agosto, impulsionada pelo aumento dos preços da energia, reforçando as expectativas de uma subida das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) em setembro.
A estimativa rápida da inflação aponta para uma atualização das rendas até 2,56% no próximo ano, acima dos 2,24% aplicáveis em 2026. Quem paga atualmente 1.000 euros por mês poderá desembolsar mais 25,60 euros.
Taxa acelera novamente em agosto e fica três décimas acima do valor registado em julho, segundo a primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística.
A prestação da casa vai subir em setembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da DECO PROteste.
Trigo panificável e leveduras aumentaram cerca de 10% desde junho. Escalada dos cereais ameaça também massas, cerveja e, numa segunda vaga, carne, leite e ovos.