Bolsas europeias em alta à espera de novos anúncios do Presidente dos EUA

As principais bolsas europeias negociavam em alta, pendentes de novos anúncios do Presidente dos EUA, Donald Trump.

© D.R.

Às 08h55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a subir 0,54% para 528,84 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt avançavam 0,24%, 0,53% e 0,97%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão valorizavam-se 0,14% e 0,16%.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e às 08:55 o principal índice, o PSI, avançavam 0,23% para 6.583,58 pontos.

Na agenda macroeconómica de hoje, o dado mais importante será a publicação nos EUA da leitura do índice de indicadores avançados de atividade para o mês de dezembro, um índice elaborado pela empresa de consultoria The Conference Board, que serve para antecipar o desempenho da economia do país.

Com o euro a cotar-se acima de 1,04 dólares, as bolsas europeias continuam com o bom tom registado na terça-feira, lideradas pelas ações tecnológicas, sobretudo as mais ligadas à Inteligência Artificial (IA).

Num contexto de força económica nos EUA, o euro estava a descer, mas a cotar-se a 1,0412 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,0421 dólares na sexta-feira e 1,0218 dólares em 13 de janeiro, um mínimo desde 10 de novembro de 2022.

Na terça-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma grande aliança tecnológica que realizará investimentos pesados em infraestruturas de Inteligência Artificial (IA).

Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu hoje 1,58%, e a Bolsa de Seul também registou ganhos, de 1,15%, enquanto o índice de referência da Bolsa de Xangai perdeu 0,89% e o da bolsa de Shenzhen cedeu 0,77%.

Para as perdas verificadas na China pesou, entre outros fatores, o anúncio de que o novo Governo dos EUA está a considerar a imposição de novas tarifas de 10% sobre todas as importações do país asiático a partir de 01 de fevereiro.

Por seu lado, a bolsa em Wall Street fechou ‘a verde’ na terça-feira.

O Dow Jones terminou a subir 1,24% para 44.025,81 pontos, contra 45.014,04 pontos, um novo máximo desde que foi criado em 1896, em 04 de dezembro, e o Nasdaq fechou a subir 0,64% para 19.756,78 pontos, contra o máximo de sempre, de 20.173,89 pontos, verificado em 16 de dezembro.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam para 2,508%, contra 2,509% na sessão anterior.

Nas matérias-primas, o ouro está a subir 0,27%, com o preço por onça a 2.751 dólares, enquanto o petróleo continua a descer.

No caso do Brent, a referência na Europa, caía para 79,05 dólares, contra 79,29 dólares na terça-feira e o petróleo de referência dos EUA, West Texas Intermediate (WTI), descia 0,40% para 75,58 dólares por barril, antes da abertura oficial do mercado.

A bitcoin, a criptomoeda mais popular do mercado, cai 1,68% para 104.999 dólares.

Últimas de Economia

O número de empresas constituídas no primeiro trimestre desceu 5,9% face aos primeiros três meses do ano passado, enquanto as insolvências cresceram 3,1%, divulgou hoje a Informa D&B.
A OCDE recomenda que Portugal reduza os impostos sobre os trabalhadores com menores salários, subindo em contrapartida a carga fiscal sobre a propriedade e eliminando isenções fiscais ineficazes, e aconselha melhorias no emprego dos jovens, mulheres e trabalhadores seniores.
As exportações de bens recuaram 14,9% em fevereiro, enquanto as importações caíram 6,3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela DECO PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.
Os preços das casas quase triplicaram entre 2015 e 2025 em Portugal ao aumentarem 180% nestes 10 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que esta foi a segunda maior subida na União Europeia (UE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
Os preços das casas subiram 18,9% em Portugal no quarto trimestre de 2025 em comparação com o período homólogo do ano anterior, sendo esta a segunda maior subida entre os países da União Europeia, anunciou hoje o Eurostat.
O CHEGA quer baixar o preço dos combustíveis e reduzir o IVA da gasolina e do gasóleo para a taxa intermédia, atualmente nos 13%.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.