Empresa de calçado da Feira com salários de 40 trabalhadores em atraso

A fábrica de calçado Limac, em Santa Maria da Feira, deve dois salários e o subsídio de Natal aos seus cerca de 40 trabalhadores, revelou hoje o Bloco de Esquerda, atribuindo ao atraso situações familiares "dramáticas" de carência alimentar.

© D.R.

Ocaso nesse concelho do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto já foi pela deputada Isabel Pires ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

“Em causa está parte do subsídio de Natal, que ficou por pagar, e os salários de janeiro e fevereiro, para os quais não há perspetiva de pagamento. Existem situações dramáticas, de trabalhadores que dizem já não ter [dinheiro] para colocar comida na mesa e outros que afirmam que a empresa não dá informações ou certezas sobre nada”, lê-se no comunicado do partido e no documento enviado à tutela.

O BE realça ainda que a firma ainda não comunicou aos funcionários “quando pagará [os valores em falta] nem se lhes passará a documentação necessária para acesso ao subsídio de desemprego”, pelo que “muitos decidiram avançar para rescisões por justa causa”.

Ao solicitar “a intervenção e a prestação de esclarecimentos por parte do Governo”, o partido quer ver particularmente explicadas duas questões: por um lado, como é que, de dezembro a fevereiro, a empresa não pagou aos trabalhadores, mas “recorreu a ‘outsourcing'”; e, por outro, que consequências haverá para a alegada tentativa da firma de “impedir a entrada dos inspetores da Autoridade para as Condições do Trabalho” na fábrica, o que terá obrigado a intervenção policial.

“O BE reitera que o Governo e as entidades competentes, inspetivas e outras devem garantir de imediato a regularização do subsídio e salários em atraso, o pagamento de direitos dos trabalhadores e o acesso ao subsídio de desemprego”, informa o comunicado, que reivindica a intervenção do Estado para, na Limac, “detetar atropelos à lei e aos direitos laborais”.

A Lusa tentou obter esclarecimentos da empresa através de todos os contactos indicados no seu site empresarial, mas não obteve resposta em nenhum deles.

Segundo dados disponíveis na mesma página de internet, a Limac foi constituída em 1944 como firma de caráter familiar, adotando posteriormente o nome comercial de José Dias Magalhães & Filhos, Lda. Proprietária das marcas Limac e Apache, essa unidade da freguesia de Arrifana diz ter uma produção média de “400 pares por dia”, no que inclui “sapatos, botas e sandálias da gama média-alta, essencialmente para homem”.

Últimas de Economia

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida hoje divulgada pelo Eurostat.
Quase metade dos participantes num inquérito organizado pela consultora QSP identificam a subida de preços como o maior risco que as empresas enfrentam num futuro próximo.
Os portos da Madeira registaram a entrada de 129 navios de cruzeiro no primeiro trimestre desde ano, mais 24 do que no mesmo período do ano passado, indicou hoje a Direção Regional de Estatística (DREM).
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 3.900 milhões de euros em abril, para 287.100 milhões de euros, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas em Portugal devem manter-se elevados, com a demora das medidas para estimular a oferta a produzir efeitos, existindo riscos associados à capacidade de pagar os créditos, principalmente com garantia pública, conclui a DBRS.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, segundo adiantou a Deco Proteste.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira e termina maio com a média mensal a subir de novo nos três prazos.