Lucros da Lisnave recuam 60% para 6,4 milhões de euros em ano de atividade afetada por obras

A Lisnave, empresa de reparação de navios, teve um lucro de 6,4 milhões de euros em 2024, menos 60% que em 2023, num ano em que viu a sua atividade perturbada pelas obras internas.

© D.R.

“Depois de ter tido o seu melhor ano de sempre em 2023, no exercício de 2024 a Lisnave – Estaleiros Navais, S.A. registou um abrandamento para valores mais em linha com a sua atividade regular”, refere a empresa em comunicado hoje divulgado.

No documento, a empresa acrescenta que a atividade 2024 foi marcada por uma “indisponibilidade temporária de alguns equipamentos que beneficiaram de grandes obras de recuperação ou reconstrução”, bem como por um “significativo arrefecimento do mercado”.

Em 2024, a Lisnave teve receitas de 128 milhões de euros, menos 26% que no ano anterior, enquanto os gastos com a atividade baixaram 21% para 118,3 milhões de euros.

A Lisnave terminou 2024 com um efetivo de 106 trabalhadores, menos 12 que um ano antes, com a empresa a explicar que “a maioria dos quais por ingresso na situação de reforma por velhice”. A média de idades dos trabalhadores da Lisnave é de 57 anos.

Para 2025, a empresa tem perspetivas “animadoras, apesar dos desafios persistentes”.

“À medida que as obras de manutenção e requalificação das infraestruturas e equipamentos do estaleiro forem ficando concluídas, espera-se poder aumentar a atividade e poder diminuir as consultas canceladas por falta de capacidade”, aponta o conselho de administração da Lisnave.

Últimas de Economia

Perderam a casa, o armazém ou a exploração agrícola com a tempestade, mas antes de receberem ajuda do Estado têm de provar que não devem um euro ao Fisco. O Governo decidiu condicionar os apoios às vítimas da tempestade Kristin à situação fiscal regularizada.
As empresas vão passar a ter até dia 25 de cada mês (ou o dia útil seguinte, caso este coincida com um fim de semana ou feriado) para pagarem as contribuições à Segurança Social.
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais deverá ter aumentado 4,7% em 2025, para 73,75 milhões, segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
Um total de 33 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.
O Banco Central Europeu (BCE) acredita que a Autoridade de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (AMLA) irá "melhorar a cooperação entre os supervisores e reduzir a fragmentação" na Europa.
Portugal registou, entre 2021 e 2024, oito casos de suspeita de fraude relacionados com o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que financia o PRR, indicou hoje o Tribunal de Contas Europeu, falando em instrumentos “pouco eficazes” contra irregularidades.
A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência.
A Deco Proteste alertou hoje que as propostas financeiras criadas por vários bancos, para o apoio aos efeitos do mau tempo assentam, na sua maioria, na contratação de novos empréstimos, que podem “agravar o endividamento das famílias”.
O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pela tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.
Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5.000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.