Renegociações de crédito à habitação caem 39,6% em março para 430 milhões

As renegociações de crédito à habitação voltaram a recuar em março, para 430 milhões de euros, menos 39,6% em termos homólogos e 34 milhões de euros face a fevereiro, de acordo com dados hoje divulgados pelo regulador bancário.

©D.R.

Segundo a informação estatística hoje publicada pelo Banco de Portugal (BdP), em março deste ano foram renegociados contratos de crédito à habitação no valor de 430 milhões de euros, um valor que compara com 464 milhões de euros em fevereiro e 712 milhões de euros no mesmo mês do ano passado.

No terceiro mês do ano, as renegociações no crédito à habitação voltaram a ser o principal fator contribuidor para a redução no valor global das renegociações, que baixaram 35 milhões de euros em cadeia e 38,3% em termos homólogos, para 471 milhões de euros.

No total, as novas operações de empréstimo — que incluem créditos totalmente novos e contratos renegociados — totalizaram 3.245 milhões de euros, mais 15,7% que há um ano e mais 273 milhões de euros face a fevereiro.

Deste montante, 2.774 milhões de euros dizem respeito a novos contratos, mais 35,8% em termos homólogos e uma subida de 308 milhões de euros.

Já no crédito à habitação, o montante de novos contratos e renegociações cresceu 46,9% no espaço de um ano, para 1.951 milhões de euros, além de ter registado uma subida de 265 milhões de euros face a fevereiro.

Mais de metade (56%) do montante dos novos créditos para compra de habitação própria foi concedido a clientes com idade igual ou inferior a 35 anos, uma aceleração de dois pontos percentuais face a fevereiro.

Já nos empréstimos ao consumo, a taxa média de novas operações passou de 9,04% em fevereiro para 8,94% em março, enquanto nos empréstimos para outros fins a taxa de juro média recuou 0,07 pontos percentuais para 3,94%.

No caso das empresas, as novas operações de empréstimos somaram 2.355 milhões de euros, mais 271 milhões de euros que em fevereiro e mais 20,1% que há um ano.

“Esta subida resultou quer dos novos contratos, quer dos contratos renegociados, que registaram aumentos de 226 e 45 milhões de euros, respetivamente”, explica o BdP.

Para as empresas, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos desceu 0,21 p.p. comparando com fevereiro, para 4,06%.

Últimas de Economia

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais cresceram 6,3% de janeiro a outubro de 2025, tendo os fogos licenciados em novas construções aumentado 22,2% e o consumo de cimento subido 1,8%, segundo a AICCOPN.
O número de novos veículos colocados em circulação atingiu 264.821 no acumulado de 2025, o que representa um aumento de 6,2% face ao mesmo período de 2024, divulgou hoje a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
Os preços de oferta das casas anunciadas em Portugal subiram 6,8% em dezembro face ao mesmo mês de 2024, segundo o índice de preços do Idealista, portal 'online' de imobiliário do mercado nacional.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, recebe cerca de 726.000 euros por ano, segundo uma análise do Financial Times, mais 55,8% do que o salário base oficial comunicado pelo instituto emissor (466.000 euros).
O valor dos empréstimos à habitação cresceu 9,8% em novembro face a novembro de 2024, pelo 23.º mês consecutivo, com o ‘stock’ do crédito a totalizar 110.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em dezembro, com uma melhoria nas perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre as expectativas de realização de compras importantes, revela estatísticas hoje divulgadas pelo INE.
O salário mínimo nacional sobe a partir desta quinta-feira dos atuais 870 euros para 920 euros, em linha com o estabelecido no acordo tripartido assinado em sede de concertação social em outubro de 2024.
A produção de azeite, a carne de caça e as obras de arte vendidas em galerias passam a ser tributadas com o IVA de 6% a partir de hoje, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.
Os consumidores domésticos podem, a partir de hoje, alterar, a qualquer momento, a sua tarifa da luz, escolhendo entre a simples, bi-horária e tri-horária.
O consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), de acordo com dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais (REN).