FNAM disponível para negociar com próximo Governo mas exige soluções verdadeiras

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) deixou hoje uma mensagem de disponibilidade para negociar com o próximo Governo, afirmando que o Serviço Nacional de Saúde não se governa com nomeações políticas e remendos, mas sim com soluções verdadeiras.

© Facebook/FNAM

Em declarações à agência Lusa à margem de uma reunião extraordinária do conselho nacional da FNAM, em Coimbra, a presidente desta organização acusou o atual Ministério da Saúde de ter em marcha “um desmantelamento do SNS e não uma reorganização”.

E deu o exemplo com o fecho de bloco de partos, por falta de médicos, que “vai obrigar as grávidas a fazer dezenas de quilómetros ou a ter os seus filhos nas ambulâncias, o que já tem acontecido”.

Para Joana Bordalo e Sá, as dificuldades não se sentem só ao nível da saúde materno infantil: “Continuamos com mais e mais utentes sem médico de família, listas de espera cirúrgicas a crescer, utentes reféns de linhas telefónicas, uma crise do INEM que ainda não tem esclarecida quais os responsáveis, demissões de administrações de unidades de saúde”.

Além de criticar a liderança de Ana Paula Martins, a presidente da FNAM elegeu como prioridade o desenvolvimento de estratégias para fixar médicos, porque “este Ministério da Saúde não conseguiu nenhum acordo capaz de fixar médicos”.

Isso consegue-se, na ótica de Joana Bordalo e Sá, com “carreiras valorizadas, condições de trabalho dignas e salários justos para os médicos quererem ficar no SNS”.

Ao próximo Governo deixou uma mensagem: “A FNAM tem as soluções, independentemente de quem venha a ganhar as eleições. Queremos sobretudo negociar”.

“O SNS não se governa com nomeações políticas e remendos. Não podemos continuar a tapar buracos onde já não há chão”, disse.

Últimas do País

A ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira que a gestão das duas greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e que o instituto “não se terá apercebido” da possibilidade de decretar serviços mínimos.
Um programa de apoio médico e psicológico ajudou mais de 86.000 pessoas com doenças avançadas e as suas famílias nos últimos sete anos, revelou hoje a organização responsável pelo projeto.
A Infraestruturas de Portugal (IP) contabiliza 26 estradas no território nacional que continuam encerradas após a passagem do comboio de tempestades, realçando que já foi possível resolver 92% dos cortes registados.
O presidente do CHEGA, André Ventura, participou esta terça-feira numa concentração em frente ao Palácio de Belém, convocada pelo partido em protesto contra a visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, e contra a insuficiência no combate à corrupção.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esclareceu hoje que o homem baleado em Portalegre, na segunda-feira, continua internado no hospital local e não fugiu, ao contrário do que foi anteriormente divulgado por fonte hospitalar.
O presidente do INEM afirmou hoje que o instituto deve aos bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros pelo transporte urgente de doentes referente a fevereiro, menos de metade do valor reivindicado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu hoje aviso amarelo de precipitação, por vezes forte, para as ilhas do grupo Oriental dos Açores, mantendo os avisos de vento e agitação marítima para as nove ilhas.
O homem de 32 anos que ficou ferido após ser baleado à entrada de um hipermercado, em Portalegre, na segunda-feira, fugiu do hospital da cidade onde estava internado, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
A Entidade Reguladora da Saúde ordenou suspender a actividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria para ter profissionais identificados a realizar na área de procedimentos estéticos para os quais não estavam habilitados.