FNAM disponível para negociar com próximo Governo mas exige soluções verdadeiras

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) deixou hoje uma mensagem de disponibilidade para negociar com o próximo Governo, afirmando que o Serviço Nacional de Saúde não se governa com nomeações políticas e remendos, mas sim com soluções verdadeiras.

© Facebook/FNAM

Em declarações à agência Lusa à margem de uma reunião extraordinária do conselho nacional da FNAM, em Coimbra, a presidente desta organização acusou o atual Ministério da Saúde de ter em marcha “um desmantelamento do SNS e não uma reorganização”.

E deu o exemplo com o fecho de bloco de partos, por falta de médicos, que “vai obrigar as grávidas a fazer dezenas de quilómetros ou a ter os seus filhos nas ambulâncias, o que já tem acontecido”.

Para Joana Bordalo e Sá, as dificuldades não se sentem só ao nível da saúde materno infantil: “Continuamos com mais e mais utentes sem médico de família, listas de espera cirúrgicas a crescer, utentes reféns de linhas telefónicas, uma crise do INEM que ainda não tem esclarecida quais os responsáveis, demissões de administrações de unidades de saúde”.

Além de criticar a liderança de Ana Paula Martins, a presidente da FNAM elegeu como prioridade o desenvolvimento de estratégias para fixar médicos, porque “este Ministério da Saúde não conseguiu nenhum acordo capaz de fixar médicos”.

Isso consegue-se, na ótica de Joana Bordalo e Sá, com “carreiras valorizadas, condições de trabalho dignas e salários justos para os médicos quererem ficar no SNS”.

Ao próximo Governo deixou uma mensagem: “A FNAM tem as soluções, independentemente de quem venha a ganhar as eleições. Queremos sobretudo negociar”.

“O SNS não se governa com nomeações políticas e remendos. Não podemos continuar a tapar buracos onde já não há chão”, disse.

Últimas do País

Três homens e uma mulher foram detidos pela GNR por suspeitas de crimes de violência doméstica em três investigações distintas nos concelhos de Vidigueira, Serpa e Odemira, no distrito de Beja, foi hoje anunciado.
Uma lancha de alta velocidade foi detetada na barra do estuário do Tejo, na quarta-feira à noite, pela Polícia Marítima, que deteve os 11 ocupantes, numa operação coordenada com a Polícia Judiciária, confirmaram as autoridades.
Mais de 3.650 incidentes de segurança do doente foram notificados em 2025 através do sistema nacional Notifica, a maioria feita por profissionais de saúde, com as quedas e as escaras entre as situações mais reportadas, revelam dados da DGS.
A PSP deteve 7.214 pessoas, 1.559 das quais por condução em estado de embriaguez, e registou 60.420 infrações rodoviárias no âmbito da operação 'Verão Seguro 2026', que decorreu entre 15 de junho e 15 de setembro.
As notas dos alunos que realizaram exames nacionais do secundário na época extraordinária baixaram em relação à 1.ª fase, com quase metade das disciplinas a descerem de uma média positiva para negativa, segundo dados oficiais.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) arquivou o inquérito sobre o socorro a um homem que morreu em Tavira, alegando não existir relação direta entre o atraso dos meios de emergência e a morte.
Três em cada quatro pedidos de reapreciação das notas dos exames nacionais subiram de nota, segundo os dados do Ministério da Educação relativos à 2.ª fase dos exames do ensino secundário.
A GNR deteve em Caminha um homem de 25 anos suspeito de tentar raptar duas filhas menores, após uma denúncia por violência doméstica, e vai aguardar o desenvolvimento do processo em prisão preventiva, revelou hoje aquela força policial.
Lonas com a mensagem “Os impostos sobre os combustíveis são um roubo” estão a ser colocadas pelo CHEGA em vários pontos do país. A ação acompanha a pressão parlamentar do partido para reduzir temporariamente o IVA dos combustíveis para a taxa intermédia, numa altura em que gasolina e gasóleo continuam acima dos dois euros por litro.
O ex-presidente do Júri Nacional de Exames disse, esta quarta-feira, que os problemas de digitalização dos exames nacionais já tinham ocorrido durante o projeto-piloto, mas a tutela não pediu um balanço nem existiram as habituais reuniões de avaliação.