FNAM disponível para negociar com próximo Governo mas exige soluções verdadeiras

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) deixou hoje uma mensagem de disponibilidade para negociar com o próximo Governo, afirmando que o Serviço Nacional de Saúde não se governa com nomeações políticas e remendos, mas sim com soluções verdadeiras.

© Facebook/FNAM

Em declarações à agência Lusa à margem de uma reunião extraordinária do conselho nacional da FNAM, em Coimbra, a presidente desta organização acusou o atual Ministério da Saúde de ter em marcha “um desmantelamento do SNS e não uma reorganização”.

E deu o exemplo com o fecho de bloco de partos, por falta de médicos, que “vai obrigar as grávidas a fazer dezenas de quilómetros ou a ter os seus filhos nas ambulâncias, o que já tem acontecido”.

Para Joana Bordalo e Sá, as dificuldades não se sentem só ao nível da saúde materno infantil: “Continuamos com mais e mais utentes sem médico de família, listas de espera cirúrgicas a crescer, utentes reféns de linhas telefónicas, uma crise do INEM que ainda não tem esclarecida quais os responsáveis, demissões de administrações de unidades de saúde”.

Além de criticar a liderança de Ana Paula Martins, a presidente da FNAM elegeu como prioridade o desenvolvimento de estratégias para fixar médicos, porque “este Ministério da Saúde não conseguiu nenhum acordo capaz de fixar médicos”.

Isso consegue-se, na ótica de Joana Bordalo e Sá, com “carreiras valorizadas, condições de trabalho dignas e salários justos para os médicos quererem ficar no SNS”.

Ao próximo Governo deixou uma mensagem: “A FNAM tem as soluções, independentemente de quem venha a ganhar as eleições. Queremos sobretudo negociar”.

“O SNS não se governa com nomeações políticas e remendos. Não podemos continuar a tapar buracos onde já não há chão”, disse.

Últimas do País

A ASAE desmantelou dois matadouros ilegais e apreendeu duas toneladas de carne, maioritariamente ovinos e caprinos, numa operação de combate ao abate clandestino realizada nas últimas semanas, indicou aquela autoridade.
As operações de Páscoa 2026 da PSP e da GNR registaram até domingo 18 mortos, em mais de dois mil acidentes, de que resultaram 42 feridos graves e 668 feridos ligeiros.
A PSP deteve 38 carteiristas e registou 1.617 ocorrências relacionadas com este tipo de crime nos primeiros três meses do ano, indicou hoje aquela polícia, numa altura em que aumentou a presença nas ruas para prevenir estes furtos.
O CHEGA apresentou um projeto de lei no Parlamento que pretende alterar os critérios de acesso às creches financiadas pelo Estado, defendendo a introdução de um princípio de prioridade nacional na atribuição de vagas.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou na sexta-feira, primeiro dia da ‘Operação Páscoa’, 236 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, cinco feridos graves e 68 ligeiros, anunciou hoje a força militar, adiantando terem sido fiscalizados sete mil condutores.
A PSP deteve, esta semana em Lisboa, seis carteiristas, anunciou hoje a polícia, que pediu à população para adotar comportamentos preventivos especialmente em zonas de elevada afluência turística.
Mais de 9.400 utentes com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram sinalizados pelo INEM em 2025, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, revelou esta quinta-feira o instituto.
Uma estrutura que congrega os maiores sindicatos e associações das forças e serviços de segurança vai realizar a 16 de abril de uma concentração em frente à residência do primeiro-ministro em Lisboa para protestar contra o corte nas reformas.
Entram discretamente, vivem em zonas de luxo, movimentam milhões e deixam um rasto de violência. O Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do mundo, está cada vez mais presente em Portugal e as autoridades já olham para o fenómeno com crescente preocupação.
A operação ‘Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026’ da PSP fez, nos últimos sete dias, 713 detenções, das quais 201 por condução em veículo em estado de embriaguez, e registou perto de quatro mil infrações rodoviárias.