Namorada de Gouveia e Melo nomeada embaixadora em Budapeste

Diplomacia, poder e vida pessoal cruzam-se em Budapeste: Maria Cristina Castanheta, companheira de Henrique Gouveia e Melo, foi nomeada embaixadora de Portugal na Hungria, numa decisão já validada por Belém e pelo Governo e que surge em pleno arranque da corrida presidencial.

© MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Maria Cristina Xavier Castanheta, companheira do almirante Henrique Gouveia e Melo, foi nomeada embaixadora de Portugal em Budapeste, na Hungria, segundo avançou esta segunda-feira o Correio da Manhã. A designação consta de despacho publicado em Diário da República a 22 de dezembro e seguiu todos os trâmites institucionais: a proposta foi aceite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a 21 de novembro, e posteriormente referendada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, a 11 de dezembro.

Com 51 anos, que completa a 19 de janeiro, Cristina Castanheta é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa, com especialização em Estudos Ingleses e Alemães, e ingressou na carreira diplomática em 1994. Ao longo de três décadas, construiu um percurso regular no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo sido promovida, em setembro de 2023, à categoria de ministra plenipotenciária de 2.ª classe, passando de conselheira de embaixada, num despacho ainda assinado pelo então primeiro-ministro António Costa.

A nova embaixadora vive em união de facto com Henrique Gouveia e Melo, atual candidato à Presidência da República. O vínculo pessoal ganhou particular atenção pública pelo facto de o divórcio do almirante do seu anterior casamento — com Carol Costeloe, mãe dos seus dois filhos — só ter sido formalmente concluído em março de 2025, informação revelada em primeira mão pelo Correio da Manhã.

A nomeação, apesar de enquadrada num percurso diplomático consolidado, surge num contexto politicamente sensível, cruzando carreira, poder e vida pessoal, num momento em que o nome de Gouveia e Melo está no centro do debate presidencial.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, acusou hoje Luís Marques Mendes de criar "fumaça" sobre o Orçamento do Estado para 2027 por estar "desesperado" e a "descer nas sondagens".
O candidato presidencial André Ventura considerou hoje que o Presidente da República tem legitimidade para dizer ao Governo "para onde é que tem de ir" em diferentes políticas e áreas da sociedade.
O candidato presidencial e líder do CHEGA acusou o primeiro-ministro e presidente do PSD de querer uma "marioneta" em Belém ao apelar ao voto em Marques Mendes e de estar "com medo" da sua candidatura.
Diplomacia, poder e vida pessoal cruzam-se em Budapeste: Maria Cristina Castanheta, companheira de Henrique Gouveia e Melo, foi nomeada embaixadora de Portugal na Hungria, numa decisão já validada por Belém e pelo Governo e que surge em pleno arranque da corrida presidencial.
Apesar de ter ficado provado o arremesso de objetos, incluindo pedras e garrafas, e de um jornalista ter sido ferido, o Ministério Público concluiu que não existem indícios suficientes para levar a julgamento os manifestantes não identificados.
O Supremo Tribunal de Justiça anulou as medidas de coação agravadas aplicadas pela Relação de Lisboa no processo de corrupção da Madeira, considerando que os factos invocados não sustentavam qualquer limitação à liberdade dos arguidos. Pedro Calado e dois empresários regressam ao simples Termo de Identidade e Residência.
André Ventura defendeu que um Presidente da República não deve interferir em processos judiciais concretos e acusou os candidatos da esquerda de já terem “chegado a um acordo” político que escondem do eleitorado.
O Líder do CHEGA elogia o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o país, mas deixa o alerta: “Portugal não precisa de análises, precisa de ação”.
O Presidente da Assembleia da República (PAR) criticou hoje o ambiente de “desconfiança permanente” sobre os políticos e, a propósito das presidenciais, reservou um eventual processo de revisão constitucional para o órgão competente: o Parlamento, cujos trabalhos dirige.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, devolveu ao Governo três decretos-lei aprovados em outubro sobre as novas regras da contratação de médicos tarefeiros, urgências regionais e sistema de gestão de listas de espera.